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De olho nos financiamentos e investimentos em TIC na América Latina

Bnamericas Publicado: sexta-feira, 23 setembro, 2022
De olho nos financiamentos e investimentos em TIC na América Latina

A startup imobiliária brasileira UBlink está apostando na realidade aumentada em um mercado de proptechs cada vez mais aquecido.

“Entramos em operação em março deste ano e estamos crescendo exponencialmente. Os ativos sob nossa gestão ultrapassam R$ 2 bilhões [US$ 381 milhões], embora a startup opere, por enquanto, em apenas oito bairros de São Paulo”, disse o cofundador Arnaldo Curiati à BNamericas.

Rogério Santos e Curiati, dois dos sócios-fundadores da UBlink, têm 30 anos de experiência no mercado imobiliário tradicional e viram uma oportunidade de negócio quando a tecnologia começou a se popularizar.

“A expertise tecnológica que trouxemos para a startup veio da Vânia Gomes, sócia-fundadora que passou mais de 25 anos na IBM e chegou ao cargo de vice-presidente da América Latina”, destacou Curiati.

A empresa oferece aos proprietários e corretores uma solução 100% digital para todo o processo, até o registro do imóvel em cartório, explicou. A startup também aposta na realidade aumentada. “Basta apontar o celular para os prédios ao redor para identificar se há imóveis disponíveis e iniciar uma experiência completamente diferente durante a visita virtual.”

Outras partes da América Latina não estão no radar de expansão da UBlink. Em um futuro próximo, a empresa pretende operar na Flórida, onde está registrada sua operação. Segundo Curiati, a UBlink se financiou com caixa próprio, mas está negociando rodadas de financiamento para os próximos trimestres.

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As negociações na América Latina, tradicionalmente lideradas pelo setor de tecnologia, caíram tanto em volume quanto em valor total entre janeiro e agosto, de acordo com o último relatório mensal da Transactional Track Record.

A América Latina registrou 2.184 transações nos primeiros oito meses, uma queda de 8% ano a ano. Foram 1.152 fusões e aquisições, 114 acordos de private equity, 699 de venture capital e 220 transações de aquisição de ativos.

O total de acordos com valores divulgados somou US$ 69,7 bilhões, uma queda de 34,1% em relação ao mesmo período de 2021, segundo a TTR.

O Brasil liderou a região em volume de negócios, seguido pelo México e Chile. A Colômbia ficou em quarto lugar, seguida por Argentina e, por último, Peru, entre os seis principais mercados regionais de M&A.

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Procurando preencher a lacuna de talentos da região ao mesmo tempo em que se beneficia de uma força de trabalho afinada com seus sistemas, a gigante norte-americana Oracle lançou na América Latina o programa Oracle SaaS Business Process Certification.

A empresa disse que pretende treinar e certificar cerca de 50 mil profissionais da região em seus aplicativos e serviços em nuvem, à medida que a concorrência com outras nuvens se intensifica. As inscrições podem ser feitas até 4 de dezembro.

Assim como outros provedores globais de nuvem, a Oracle está se concentrando na América Latina. A empresa deve lançar uma região de nuvem na Colômbia, que se somará às do Brasil, México e Chile, além de novos datacenters e infraestrutura de nuvem em países como o Chile.

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A chinesa Huawei anunciou um investimento de US$ 500 mil para estimular o desenvolvimento de 63 startups brasileiras que realizam projetos de nuvem relacionados às áreas de governo, educação, finanças e e-commerce.

A iniciativa se enquadra no programa de aceleração do crescimento de startups Spark, que visa atingir 139 negócios na América Latina antes do final deste ano e impactar um total de 10 mil empresas em todo o mundo nos próximos três anos.

Para implementar o projeto no Brasil, um dos primeiros da região para a iniciativa, a empresa assinou um memorando de entendimento com a Softex, entidade privada que promove a excelência do software brasileiro.

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A gigante petroquímica Braskem, que também tem operações no México, entre outros países, seguiu os passos de outras grandes corporações e lançou um programa de investimento em startups e venture capital.

Batizada de Oxygea, a iniciativa pretende alocar até US$ 150 milhões para o desenvolvimento de novos negócios, dos quais US$ 50 milhões serão para incubação e suporte, incluindo startups domésticas, e US$ 100 milhões para investimentos em startups de venture capital.

A Braskem tem outras iniciativas para acelerar startups, como o Braskem Labs.

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Outra empresa que está aproveitando o momento das proptechs na América Latina, a Tabas, startup brasileira especializada em aluguel flexível de imóveis, captou mais R$ 12 milhões em CRI (certificados de recebíveis imobiliários) com a RBR Asset Management.

A proptech, que em 2020 iniciou suas operações com contribuições individuais de US$ 500 mil, disse que realizou operações de dívida e patrimônio totalizando quase R$ 100 milhões até o momento este ano.

A empresa conta com 900 apartamentos em seu portfólio, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

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A startup uruguaia de dados de marketing Bunker DB levantou US$ 3,5 milhões em uma rodada de investimentos liderada pelo unicórnio argentino Globant, por meio do braço de venture capital Globant Ventures.

A Globant, que vem ampliando e diversificando seus investimentos na América Latina, contribuiu com US$ 1 milhão para o financiamento, tornando-se acionista e parceira comercial da Bunker DB.

A Bunker DB planeja usar os recursos para reforçar as operações na Colômbia e no México e iniciar a expansão para os EUA e a Europa.

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A mexicana Kavak, plataforma de tecnologia de venda de automóveis que afirma ser o maior unicórnio da América Latina, fechou US$ 810 milhões em linhas de crédito com HSBC, Goldman Sachs e Santander.

A Kavak iniciou suas operações no México há cinco anos. Desde então, expandiu-se para Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Turquia.

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Entre 2019 e 2021, inclusive durante o pico da pandemia de Covid-19, as empresas no Brasil viram as vendas online saltarem de 57% (antes do início da crise sanitária) para 73%.

Os números fazem parte da 14ª pesquisa TIC Empresas, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI).

O método mais utilizado no Brasil foi a opção de pagamento instantâneo PIX, adotada por 82% das empresas pesquisadas e 83% entre as empresas menores.

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