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Como a Gerdau melhora sua performance em energia renovável

Bnamericas Publicado: sexta-feira, 02 dezembro, 2022
Como a Gerdau melhora sua performance em energia renovável

Para reduzir emissões e custos de energia, a maior produtora de aço do Brasil, a Gerdau, investirá até R$ 1,5 bilhão (US$ 288 milhões) com a gestora local de investimentos em energia Newave Capital (NW Capital) na plataforma de geração de energia renovável Newave Energia.

A recém-criada Gerdau Next terá 33,33% e a NW Capital o restante.

Juliano Prado, vice-presidente da Gerdau e responsável pela Gerdau Next, conversa com a BNamericas sobre o investimento e os planos de sustentabilidade da empresa.

BNamericas: Por que a Gerdau decidiu investir até R$ 1,5 bilhão na Newave Energia?

Prado: Além da participação na plataforma, o negócio também inclui a aquisição de energia de longo prazo pela Gerdau e suas subsidiárias, correspondente a até 30% da energia gerada pelos projetos de geração de energia de propriedade direta ou indireta da Newave Energia e suas subsidiárias, em regime de autoprodução.

A operação visa gerar maior competitividade nos custos de produção do aço, além de abastecer as unidades industriais da Gerdau no país com energia renovável, como parte de seu compromisso de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa.

Esta iniciativa é mais um passo em nossa jornada de descarbonização. Com esse investimento, a Gerdau espera uma redução de cerca de 189 mil tCO2e [toneladas de dióxido de carbono equivalente] por ano ou cerca de 9,6% das emissões de escopo 2.

O investimento da Newave Energia   também reforça a missão da Gerdau Next de diversificar o portfólio de negócios da maior siderúrgica brasileira em segmentos estratégicos como a sustentabilidade, que inclui outros projetos de energia renovável, como a construção de parques solares no Brasil.

BNamericas: Qual o prazo de desembolso desse investimento?

Prado: O Gerdau Next vai investir até R$ 1,5 bilhão na Newave Energia, dividido em duas etapas. Na primeira fase, a empresa contribuirá com R$ 500 milhões ao longo de 2023, enquanto a segunda fase inclui até R$ 1 bilhão, sujeita ao cumprimento de determinadas metas de desempenho.

BNamericas: A Gerdau usará recursos próprios ou buscará financiamento?

Prado: A Gerdau Next vai investir até R$ 1,5 bilhão na Newave Energia, em duas etapas, conforme já mencionado. Por sua vez, o investimento feito pela NW Capital, juntamente com os fundos de investimento distribuídos pela XP Investimentos, será de 1 bilhão de reais em 2023 e, em uma segunda fase, de até 2 bilhões de reais a serem subscritos pelos investidores.

BNamericas: A Gerdau tem interesse em outras fontes de energia, além dos projetos eólicos e solares da Newave, para diversificar sua matriz?

Prado: Estamos investindo em projetos de energia renovável por meio da Gerdau Next, incluindo parques de energia solar no Brasil e nos Estados Unidos. Esses investimentos reforçam o compromisso da Gerdau de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa nos próximos anos no Brasil e nas Américas.

A Gerdau pretende reduzir suas emissões de gases de efeito estufa dos escopos 1 e 2 para 0,83 tCO2e por tonelada de aço em 2031, cerca de 50% a menos que a média global da indústria siderúrgica.

Atualmente, a empresa emite uma das menores médias de gases de efeito estufa, de 0,90 tCO2e por tonelada de aço, ante a média global do setor de 1,89 tCO2e por tonelada de aço, segundo dados de 2020 da World Steel Association.

BNamericas: Como grande consumidora de energia, a Gerdau planeja usar ou investir em hidrogênio verde?

Prado: Muitas tecnologias surgiram, mas poucas são escaláveis e esse é um dos grandes desafios para a descarbonização. Acreditamos que o diálogo e a construção conjunta com diversos atores da sociedade são necessários para a implementação de políticas públicas, novas tecnologias e melhoria dos processos industriais. Para isso, a Gerdau tem colaborado com entidades do setor, universidades e centros de pesquisa na busca de tecnologias disruptivas para a produção de aço.

BNamericas: O setor siderúrgico vai impulsionar a maior demanda de energia renovável nos próximos anos? Você acha que as empresas vão adquirir mais ativos de energia?

Prado: Investimentos em projetos de energia renovável fazem parte da estratégia vertical de sustentabilidade da Gerdau Next.

BNamericas: Há algo que você gostaria de acrescentar?

Prado: Aproveito para destacar que 71% do aço que produzimos vem da reciclagem de sucata ferrosa. Somos a maior recicladora desse componente na América Latina, com 11 Mt de sucata transformada em aço anualmente. O aço é um material infinitamente reciclável, e para cada tonelada de sucata reciclada, são evitadas 1,5 tCO2e.

Para 2031, a meta da Gerdau é reduzir as emissões de carbono para 0,83 tCO2e por tonelada de aço.

Para atingir esse objetivo, a Gerdau, além de aumentar o uso de biomassa, aumentará o uso de sucata ferrosa como matéria-prima para a produção de aço, ampliará sua área florestal (responsável pela produção de carvão vegetal, que funciona como biorredutor na fabricação de ferro-gusa) e aumentará o uso de energias renováveis, como os parques solares, já anunciados no Brasil e nos Estados Unidos. A empresa também investirá em iniciativas de maior eficiência energética e operacional em suas unidades, em novas tecnologias e inovação aberta.

 

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