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Agências reguladoras avançam na regulamentação do wi-fi conforme se intensificam disputas de espectro na América Latina

Bnamericas Publicado: sexta-feira, 25 novembro, 2022
Agências reguladoras avançam na regulamentação do wi-fi conforme se intensificam disputas de espectro na América Latina

As reguladoras latino-americanas de telecomunicações estão buscando criar regras mais claras para o uso de espectro não licenciado, à medida que esquentam as disputas entre operadoras de telefonia móvel e equipamentos e provedores de wi-fi sobre frequências críticas.

A raiz do problema é que o espectro está se tornando mais escasso, à medida que a demanda por conectividade sem fio dispara. Além disso, conforme cresce o uso de espectro licenciado e não licenciado, também aumenta o risco de interferência.

No Brasil, a Anatel começa a consultar o mercado sobre a criação de um sistema de coordenação automática de frequência (AFC) específico para a faixa de 6 GHz, frequência bastante cobiçada por players de 5G e wi-fi.

A consulta, aberta por 60 dias, visa definir regras para o uso dessa frequência em ambientes externos e evitar possíveis interferências entre serviços de espectro licenciados e não licenciados.

“Considerando o fato de o espectro de radiofrequências ser um bem público e escasso, administrado pela Agência e observada a importância da otimização do uso das faixas de radiofrequências, importa coletar informações do setor a fim de identificar os critérios e medidas necessários para o uso da faixa de 5.925-7.125 MHz, ou partes dela, por pontos de acesso em ambiente outdoor no Brasil, de forma que tais equipamentos não causem interferência prejudicial sobre as estações licenciadas que operam na mesma faixa de frequências”, afirmou a Anatel nos documentos da consulta.

O Brasil liberou toda a banda de 6 GHz para uso não licenciado – ou seja, para wi-fi –, contra a vontade das operadoras móveis, que queriam pelo menos parte da banda para 5G.

A Anatel, no entanto, deu essa autorização apenas para o uso de aparelhos de baixa potência em ambientes internos, mas agora planeja permitir também aparelhos mais potentes usando a banda em áreas externas. No entanto, antes que isso seja possível, a agência precisa definir critérios técnicos e criar um sistema específico de gestão.

A Anatel questiona quais canais de frequência devem ser usados para uso externo, se deve habilitar um AFC ou vários sistemas e se serão necessárias medidas para proteger os satélites que operam na faixa.

O sistema AFC do Brasil está sendo estudado pelo regulador norte-americano FCC, que também está consultando o mercado sobre o assunto.

O prazo para enviar uma proposta à FCC para se tornar uma operadora AFC de 6 GHz é 30 de novembro. Dezenas de empresas se inscreveram, incluindo Broadcom, CommScope e Qualcomm .

No segmento B2B, o potencial do wi-fi em 6 GHz inclui grandes espaços públicos, como estádios e arenas, além de IoT industrial.

“Enquanto o Wi-Fi 6E interno de baixa potência é ótimo para rede doméstica e malha de alta capacidade, o padrão de 6 GHz oferece um impulso para toda a cobertura doméstica e estende facilmente os serviços wi-fi de alta velocidade para sua piscina, varanda, garagem, jardim […], muito além da porta da sua sala”, escreveu Claus Hetting, CEO do grupo Wi-Fi NOW, em um post de blog em agosto.

Embora o AFC ainda não esteja implementado em todos os lugares, reguladores de diferentes regiões, incluindo Ásia e Europa, estão estudando um sistema desse tipo para oferecer suporte a wi-fi de 6 GHz com potência mais alta e para uso externo.

No México, o regulador local IFT realizou consultas, mas ainda não tomou uma decisão final sobre a parcela de serviços não licenciados.

A IFT também está pensando em um AFC para que a tecnologia sem fio possa operar em ambientes externos.

Na Colômbia, a Agência Nacional de Espectro (ANE) publicou uma resolução e liberou toda a banda de 6 GHz para serviços wi-fi internos não licenciados.

A decisão veio após diferentes consultas feitas tanto pelo Ministério de TIC quanto pela ANE.

“As capacidades e velocidades serão maiores e, com elas, será possível atender à crescente demanda por dados, conteúdos e aplicativos dos usuários, bem como chegar a regiões remotas do país com soluções de qualidade para áreas rurais”, declarou Sandra Urrutia, ministra de TIC, sobre a medida.

Por outro lado, o Chile recentemente reverteu parcialmente uma decisão anterior e agora permite que apenas uma parte da banda seja usada para wi-fi.

Costa Rica, Guatemala, Honduras, República Dominicana e Peru apóiam o uso de toda a banda para serviços não licenciados.

Enquanto isso, os desenvolvimentos globais avançam. A agenda da próxima Conferência Mundial de Radiocomunicações, prevista para novembro de 2023, em Dubai, inclui a identificação das bandas de frequência de 6.425 a 7.025 MHz e de 7.025 a 7.125 MHz, além de outras, para serviços móveis em caráter primário.

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