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Pampa Energía diz que perspectiva de produção depende do leilão do Plan Gas e do gasoduto de Vaca Muerta

Bnamericas Publicado: terça-feira, 08 novembro, 2022

A Pampa Energía, da Argentina, afirmou que as previsões de produção de gás e investimentos para os próximos dois anos dependem dos resultados de um leilão de fornecimento pendente e do avanço do projeto do gasoduto de Vaca Muerta.

Focada principalmente em gás tight, a Pampa Energía – quinta maior produtora de gás da Argentina – extrai a maior parte do gás de seu bloco El Mangrullo, em Vaca Muerta.

As empresas de upstream estão aguardando as regras de licitação do leilão associado à extensão do programa de incentivos à produção Plan Gas, que visa consolidar a produção de base de 70 MMm³/d (milhões de metros cúbicos por dia) concedida nas rodadas anteriores e garantir gás para preencher a primeira fase do gasoduto de Vaca Muerta, que deve entrar em operação em meados de 2023.

“Assim que o processo de licitação terminar, teremos mais clareza quanto à nossa produção de gás nos próximos dois anos”, afirmou o CEO Gustavo Mariani na teleconferência de resultados do terceiro trimestre da Pampa realizada nesta terça-feira (8).

Embora ainda restem dúvidas sobre o desembolso definitivo, representantes da Pampa destinaram US$ 500 milhões para 2023, uma grande parte correspondente aos gastos em projetos que aumentam a produção.

O governo da Argentina está construindo o gasoduto para aliviar um gargalo de despacho na bacia de Neuquén e aumentar a oferta aos centros de demanda na província de Buenos Aires. Sem compressão – que pode entrar em operação no segundo semestre de 2023 –, a primeira fase terá capacidade de cerca de 11 MMm³/d.

Os engenheiros estão correndo contra o tempo para terminar a primeira fase em junho, em meio a um declínio esperado de 13 MMm³/d na disponibilidade de GNL importado. Se não conseguirem concluir a obra, a dependência de diesel e óleo combustível para geração de energia pode aumentar.

M&As e GNL

A Pampa pensa em obter uma participação maior no bloco de gás Río Neuquén, controlado em conjunto com a petroleira federal brasileira Petrobras e a estatal argentina YPF. A Petrobras anunciou planos de vender sua participação de um terço na licença.

“Vamos analisar a oportunidade [...] e ver como vai ser”, sinalizou Mariani, acrescentando que o exercício do seu direito de preferência depende do preço pretendido.

A Pampa, que em setembro concordou em vender sua participação de 28,5% na refinaria Refinor por US$ 5,7 milhões, também está de olho em possíveis aquisições de energia renovável e óleo de xisto, mas “ainda não há nada concreto”, destacou o CFO Nicolás Mindlin.

Em termos de GNL, a Pampa tem uma participação de 29,3% na empresa de gás midstream TGS, que, junto com a fornecedora de soluções de GNL norte-americana Excelerate Energy, está avaliando uma planta de liquefação modular em Bahía Blanca, na província de Buenos Aires.

Ao lado dos gasodutos de exportação, as instalações de liquefação ajudariam inicialmente a absorver o excesso de produção nos meses mais quentes.

“Estamos trabalhando o mais rápido possível para poder tomar as decisões e iniciar o projeto”, disse Mariani, acrescentando que o objetivo era chegar a esse ponto antes das eleições presidenciais do ano que vem, que devem ocorrer em outubro.

“Não é fácil, é um projeto muito complexo e leva tempo”, argumentou Mariani.

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Mais cedo, o CFO da TGS, Alejandro Basso, indicou que as obras de estágio inicial estavam em andamento.

“Estamos trabalhando na seleção do módulo”, comentou Basso, acrescentando que o primeiro módulo teria capacidade de produção de 2 MMt/ano. “Recebemos várias propostas de fornecedores.”

Os executivos também estão selecionando um fornecedor de serviços de engenharia para a instalação do módulo.

PRODUÇÃO

A produção de gás da Pampa aumentou 20% no terceiro semestre no comparativo anual, para 10,7 MMm³/d, correspondendo aos compromissos e exportações do Plan Gas para o Chile.

Os preços domésticos foram em média US$ 4,8/MMBTU, abaixo dos cerca de US$ 8/MMBTU para despachos para o Chile.

O ativo principal El Mangrullo representou 8,1 MMm³/d, um aumento de 31% ano a ano.

A Pampa, que planeja expandir sua produção de gás de xisto, está exportando 1,5 MMm³/d para o Chile, segundo a teleconferência.

A produção de petróleo foi de 5.500 b/d no terceiro trimestre, um aumento de 14% em relação ao ano anterior. Cerca de 80% do volume foi destinado ao mercado interno.

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