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BC deve aumentar ainda mais os juros

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BC deve aumentar ainda mais os juros

O Banco Central do Brasil deve aumentar ainda mais a taxa básica de juros (Selic), à medida que a economia continua crescendo e a pressão inflacionária persiste.

Em 18 de setembro, a entidade monetária elevou a Selic de 10,50% para 10,75%. Na ata da decisão, divulgada nesta terça-feira (24), o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que “a conjunção de um mercado de trabalho robusto, política fiscal expansionista e vigor nas concessões de crédito às famílias segue indicando um suporte ao consumo e consequentemente à demanda agregada”.

O Copom acrescentou que, “à luz da atualização dos dados de atividade do período e dos modelos apresentados, o Comitê concluiu que o hiato está em campo positivo”.

Luciano Rostagno, estrategista-chefe da EPS Investimentos, disse à BNamericas que “o Banco Central deu um sinal claro de que seu principal ponto de preocupação em relação às fortes pressões inflacionárias são os fatores internos, ou seja, a economia em crescimento, o mercado de trabalho em expansão e a deterioração do lado fiscal do governo”. Na visão do especialista, tudo indica que “o Banco Central fará mais dois aumentos nas próximas reuniões, encerrando este ano com a taxa em 11,75%”.

As próximas decisões serão divulgadas em 6 de novembro e 11 de dezembro.

O ciclo de flexibilização começou no segundo semestre de 2023, em meio à queda da inflação, mas a entidade manteve a taxa no mesmo patamar em junho de 2024 e iniciou os aumentos na semana passada.

A abordagem difere do que está sendo adotado em outros países, como os Estados Unidos, que reduziram as taxas de juros para enfrentar a desaceleração do crescimento e a pressão inflacionária.

A economia brasileira superou as expectativas no primeiro semestre, enquanto o mercado de trabalho continua forte e o consumo é alimentado pelos gastos contínuos do governo e a concessão de crédito.

“Ao longo do primeiro trimestre de 2025 poderemos observar novos aumentos, com a Selic chegando a 12,5% quando terminar o ciclo de juros”, acrescentou Rostagno.

O Banco Central tem como meta uma inflação anual de 3%, com uma faixa de tolerância de 1,50-4,50%. A pressão está se intensificando, pois os gastos públicos aumentaram mais que o esperado e o desempenho da economia surpreendeu positivamente nos primeiros meses do ano.

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