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Análise

Leilões de geração de energia do Brasil geram R$ 440 milhões em contratos

Bnamericas Publicado: segunda-feira, 05 dezembro, 2022
Leilões de geração de energia do Brasil geram R$ 440 milhões em contratos

Os leilões de geração de energia A-1 e A-2 do Brasil movimentaram R$ 440 milhões (US$ 83,7 milhões) em contratos.

Os vencedores do leilão realizado na última sexta-feira (2) pela Aneel disseram à BNamericas que o deságio refletiu as condições hidrológicas favoráveis e o excesso de oferta de energia, entre outros fatores.

No A-1, Celpa, Cemar e CPFL Jaguari adquiriram 61 MWmed, com deságio de 28,7%. As empresas vencedoras foram Indra Energia, Libertha e Safira.

Os contratos envolvem a injeção de 1,1 milhão de megawatts-hora na rede entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024.

Fonte: Ministério de Minas e Energia (MME)

No leilão A-2, foram vendidos 144 MWmed, com deságio de 12%. A oferta envolve 2,53 milhões de megawatts-hora entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025.

Delta, Gold, São Roque, Stima e Trinity venceram o leilão e vão direcionar a energia para as distribuidoras Celpa (919.763 MWh), Cemar (890.600 MWh) e Coelce (715.972 MWh).

Fonte: MME

Para a Libertha Energia, que começou a comercializar energia recentemente, o leilão foi uma oportunidade de marcar presença no mercado.

“O resultado do certame reflete o cenário atual do país de expressiva sobreoferta de energia, ocasionado pelo alto índice pluviométrico e pela redução substancial da carga em virtude da pandemia”, disse um porta-voz da empresa à BNamericas.

“As esmavas de carga e os grandes volumes de chuva refletem o preço de venda do leilão, que por certo será benéfico ao consumidor final, retratando um momento ideal para a organização de leilões de atendimento da carga”, acrescentou.

Daniela Alcaro, sócia da Stima Energia, destacou à BNamericas que os volumes negociados foram mais expressivos do que a empresa esperava, dada a expansão da geração distribuída e as recentes discussões sobre abertura de mercado.

“O preço de venda foi satisfatório, pois saiu em linha com os preços praticados no mercado livre”, afirmou.

Segundo Alcaro, os preços atuais refletem uma perspectiva de queda devido a fatores como condições hidrológicas favoráveis, redução da previsão de carga para os próximos cinco anos, forte crescimento da geração distribuída e a possibilidade de construção de usinas cujas licenças foram emitidas no início de 2022.

A energia fornecida pela Stima virá da carteira de contratos firmados com diversos agentes do mercado, incluindo geradores hídricos, eólicos e de biomassa.

João Sanchez, presidente da comercializadora de energia Trinity Energia, afirmou que houve pouca demanda, concentrada em poucas distribuidoras, porque a maioria delas tem excedente.

“As revisões e verificações de carga dos últimos meses mostraram que a carga não está tendo o desempenho esperado e as previsões também foram reduzidas, o que impacta os leilões”, apontou ele à BNamericas.

Sanchez enfatizou que o contrato tem a importância da venda de energia no submercado norte, onde a demanda é relativamente menor. “O preço de venda da energia foi satisfatório por envolver um submercado menor, onde usualmente o preço é menor do que nos demais submercados”, lembrou.

Para Raphael Vasques, coordenador de gestão e inteligência de mercado do Grupo Safira, o leilão foi um sucesso.

“Houve negociação tanto no A-1, quanto no A-2. Isso faz com que as distribuidoras consigam fechar os seus balanços energéticos para os próximos anos e que as comercializadoras consigam contratos com empresas sólidas e a preços competitivos”, disse ele à BNamericas.

Segundo Vasques, o preço de venda foi satisfatório. “O leilão foi bastante disputado e o preço final ficou dentro das projeções realizadas pela Safira Energia”, acrescentou.

Susana Barbosa, administradora da São Roque Energética, ressaltou que a empresa atingiu o objetivo pretendido com a venda dos 30 MWmed que tinha disponíveis para comercialização. “Com isso, em 2024 restará em torno de 7% para comercialização no mercado livre e completamos 100% de energia comercializada de 2025 em diante”, disse ela à BNamericas.

Barbosa considerou o preço da energia vendida – que virá da hidrelétrica de São Roque, em Santa Catarina – baixo do ponto de vista do mercado e em comparação com os contratos de longo prazo da empresa.

“O leilão refletiu, portanto, o momento atual dos preços. A projeção da [plataforma de inteligência do mercado de energia] Dcide para 2024 está em torno de R$ 129/MWh e para 2025 em torno de R$ 141/MWh”, apontou ela.

De acordo com a Delta, a negociação de cerca de 200 MWmed foi positiva para vendedores e compradores.

“A Delta Energia, que tem em seu portfólio a comercialização, avalia que é importante participar deste processo que visa garantir o suprimento para distribuidoras do país. O fornecimento de energia que comercializamos no leilão será proveniente de diversas fontes de geração e contrapartes”, acrescentou um porta-voz da empresa.

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