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A estratégia de hidrogênio verde da geradora de energia chilena Colbún

Bnamericas Publicado: terça-feira, 28 junho, 2022
A estratégia de hidrogênio verde da geradora de energia chilena Colbún

A geradora de energia chilena Colbún está reforçando o foco no hidrogênio verde, uma indústria ainda em estágio inicial, mas que deverá crescer rápido nos próximos anos, impulsionada por aplicações locais e pela demanda internacional, principalmente da Europa e Ásia.

À medida que esses ventos de mudança ganham força, a Colbún, que tem cerca de 4 GW de capacidade de geração instalada, criou recentemente uma divisão de hidrogênio verde e nomeou Juan Pablo Fiedler para liderá-la. Engenheiro civil industrial, Fiedler tem 20 anos de experiência e foi gerente de combustíveis da Colbún antes de assumir o cargo na área de hidrogênio verde.

A BNamericas conversa com Fiedler para saber mais sobre a estratégia e os projetos da empresa no segmento.

BNamericas: Quais são suas prioridades estratégicas, por exemplo, focar em projetos para uso local ou projetos voltados ao mercado de exportação e/ou formar alianças com outras empresas?

Fiedler: Há cerca de dois anos, a Colbún incorporou o hidrogênio verde em sua agenda estratégica, com o objetivo claro de se posicionar como um player relevante nesse novo mercado.

Considerando nossa expertise na geração de eletricidade a partir de energias renováveis e o papel essencial que elas desempenham na produção desse novo combustível, vimos uma sinergia natural. Mais da metade do custo do hidrogênio é energia, e é por isso que consideramos que a Colbún está posicionada para ter um papel fundamental nesta indústria. Até o momento, estamos promovendo intensamente o desenvolvimento do H2V [hidrogênio verde], sobretudo por meio de alianças com produtores e compradores ou consumidores desse combustível. Nossa estratégia visa o desenvolvimento tanto do mercado interno quanto do mercado de exportação.

Nesse contexto, e com base no dinamismo que vemos neste negócio, há alguns meses a empresa cogitava uma reorganização interna que resultou, entre outras mudanças, na criação da divisão de hidrogênio verde. O objetivo é promover ainda mais essa nova oportunidade de negócio, de acordo com a nossa estratégia de crescimento.

Há alguns meses, uma equipe de executivos da Colbún visitou a Europa para investigar alianças com possíveis parceiros para codesenvolver projetos de H2V e derivados, como amônia e combustíveis sintéticos. Eles aproveitaram a ocasião para conhecer as últimas tendências da área e entender como a Europa está se preparando para a importação deste combustível.

Eles também participaram da World Hydrogen Summit & Exhibition 2022, uma plataforma global dedicada a demonstrar o progresso da indústria de hidrogênio. A equipe fez parte da delegação chilena, liderada pelo Ministério da Energia, junto com a [câmara da indústria] H2 Chile, a [empresa estatal de petróleo] Enap, a [agência de promoção de investimentos] InvestChile e outras empresas privadas, com a missão de posicionar o Chile na indústria do hidrogénio verde na Europa.

BNamericas: Na área de hidrogênio verde, o que a Colbún está fazendo hoje? A empresa tem projetos relacionados em andamento, por exemplo?

Fiedler: Na Colbún, entendemos o hidrogênio verde como uma das melhores opções para descarbonizar os setores produtivos em que a eletrificação não é viável, por isso, estamos explorando diferentes espaços de desenvolvimento.

Com o objetivo de aproveitar o grande potencial de redução de emissões do transporte em particular e da mobilidade em geral, no ano passado firmamos uma aliança com a Komatsu Cummins Chile para desenvolver o hidrogênio verde com foco na eletromobilidade no transporte de cargas. A iniciativa, chamada “Power to movility-H2V, uso de hidrógeno para la electromovilidad”, foi nossa primeira incursão no H2V.

No dia 7 de junho, junto com a [empresa francesa de gás industrial] Air Liquide e a [empresa chilena de energia] Copec, assinamos um acordo com o aeroporto de Santiago, com o objetivo de transformá-lo no primeiro da América Latina a operar com esse combustível. Como líderes no setor de geração de eletricidade no Chile, nosso papel será fornecer energia renovável ao projeto e garantir a eficiência energética da cadeia de valor.

A eletricidade virá tanto de painéis fotovoltaicos que vamos instalar e operar no aeroporto quanto das nossas diversas usinas de energia renovável.

BNamericas: A Colbún, como geradora, possui infraestrutura e conhecimento do mercado de combustíveis. Aproveitar esses recursos – além dos projetos de energia renovável – faz parte dos planos da empresa?

Fiedler: Temos experiência com desenvolvimento e gestão de grandes projetos – construção de usinas – e com a oferta de soluções energéticas e serviços de valor agregado para nossos clientes, além de conhecimento do mercado de combustíveis.

Temos também um grande número de projetos, coerentes e consistentes com a ambição de sermos líderes na transição energética. A urgência climática e os desafios de transformar a economia e o setor elétrico nos obrigam a acelerar o ritmo.

Acreditamos que a combinação desses fatores nos coloca em uma posição positiva para ajudar a promover o H2V no Chile, país que também tem um enorme potencial para o desenvolvimento desse combustível.

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