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Helexia visa o mercado brasileiro de eficiência energética

Bnamericas Publicado: segunda-feira, 21 novembro, 2022
Helexia visa o mercado brasileiro de eficiência energética

A Helexia, da Voltalia, planeja colocar em operação suas primeiras usinas de geração distribuída (GD) no Brasil até o final deste ano, disse Aurélien Maudonnet, CEO da empresa, à BNamericas.

As usinas solares fornecerão energia à Vivo, parte do grupo Telefónica, que contratou uma capacidade total de 87 MWp com a Helexia.

Nesta entrevista, Maudonnet apresenta um panorama dos projetos da Helexia e fala sobre seus planos para os próximos meses, que incluem o crescimento no mercado de eficiência energética.

BNamericas: Quais serão os impactos do fim da isenção da taxa de uso do sistema de distribuição (TUSD) para novos projetos de geração distribuída após 6 de janeiro de 2023?

Maudonnet: Acreditamos que esse prazo será adiado, porque há muitas obrigações que ainda não foram cumpridas pela Aneel para permitir a entrada em vigor do novo marco regulatório.

E, mesmo que você comece a pagar a TUSD, isso será feito progressivamente, em regime de transição até 2029. Os projetos de GD ficarão menos rentáveis, mas ainda assim serão rentáveis.

Aqui na Helexia estamos fazendo um detalhamento geográfico, avaliando as condições que podemos oferecer aos nossos clientes dependendo dos preços dos distribuidores nos estados.

Ainda estamos sendo muito procurados por clientes que estão vendo o prazo [de 6 de janeiro de 2023] chegando enquanto sua demanda de energia cresce.

BNamericas: Como está o portfólio de projetos da Helexia? Você poderia nos dar uma visão geral?

Maudonnet: Tínhamos 60 MWp com a Vivo na modalidade GD solar e aumentamos essa capacidade para 87 MWp com eles. Agora temos vários outros clientes, com carteira assinada de GD solar, em carteira, totalizando 100 MWp.

Hoje, estamos na fase final das cinco primeiras usinas de 25 MWp para a Vivo, com perspectiva de colocá-las em operação até o final do ano. Ao longo de 2023, a maior parte dos 100 MWp entrará em operação.

Temos outro pipeline de 300 MWp de projetos em desenvolvimento que podem ser categorizados como GD ou geração compartilhada.

BNamericas: Os projetos de autoprodução de energia estão no radar da Helexia?

Maudonnet: Vemos muito potencial nessa área. Além de fatores como o grande volume de energia consumida e a agenda ESG, há a questão da instalação industrial. Em algumas edificações é necessário revisar a estrutura da cobertura para que ela possa suportar os equipamentos solares. Então é necessário um projeto de engenharia, e nós oferecemos esse serviço.

BNamericas: Como a inflação está afetando os projetos de GD?

Maudonnet: Os módulos solares, que representam 50% do capex dos projetos, tiveram um aumento entre 30% e 40% nos últimos dois anos, o que implica uma menor taxa de desconto para os clientes e menor rentabilidade para nós.

A boa notícia é que o custo dos painéis solares em 2023 tende a cair, principalmente devido à redução dos custos logísticos.

Nós nos beneficiamos de um efeito de escala porque compramos painéis solares da Voltalia, grupo do qual fazemos parte. Mas fomos impactados pelo aumento dos preços de estruturas como rastreadores solares.

BNamericas: Algum comentário adicional?

Maudonnet: A GD solar tem sido nossa porta de entrada no mercado brasileiro, mas nossa especialidade é a eficiência energética, e vamos entrar com força nesse negócio a partir de 2023.

Acreditamos que há muito o que fazer aqui. Em 2021, chegamos perto da necessidade de racionamento de energia [devido à estiagem e consequente redução dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas do Brasil], e é provável que no futuro tenhamos uma lei para obrigar o aumento da eficiência energética.

Oferecemos aos clientes um diagnóstico energético: vamos às suas instalações e fazemos uma avaliação que inclui energia e utilidades, como gás, água, vapor e calor, e determinamos o potencial de redução de consumo.

Isso permite ao cliente reduzir os custos e os impactos ambientais de suas atividades, contribuindo para o alcance das metas ESG.

Acredito que até o final deste ano anunciaremos nosso primeiro contrato de eficiência energética no Brasil.

 

 

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