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Destaque: os próximos cabos submarinos da América Latina

Bnamericas Publicado: quarta-feira, 20 julho, 2022
Destaque: os próximos cabos submarinos da América Latina

Nos próximos anos, a América Latina terá vários grandes projetos de cabos submarinos entrando em operação, processo que ajudará a aumentar o pequeno número de cabos que se conecta à região hoje.

O mundo tem cerca de 510 cabos submarinos de fibra para transporte de dados em operação ou em desenvolvimento, segundo o banco de dados da TeleGeography.

Cerca de 70 deles se conectam à América Latina, ou 13,7%, número que é considerado longe do suficiente por especialistas.

Em um webinar realizado em maio, o diretor de infraestrutura digital do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Eduardo Chomali, disse que mais de 30 cabos submarinos teriam de ser construídos na América Latina na próxima década para atender às crescentes demandas de conectividade, bem como melhorar os sistemas de transmissão de dados existentes.

Segundo Chomali, a América Latina é conectada por 68 cabos submarinos, o que aumentou a capacidade da região em cinco vezes nos últimos 20 anos.

No entanto, 23 deles têm mais de 15 anos, e 18 têm mais de 20, aproximando-se do fim da sua vida útil de 25 anos, apontou.

Embora ter 30 novos sistemas em 10 anos possa parecer uma meta difícil de alcançar, novos projetos que chegam e saem da América Latina estão a caminho para os próximos anos.

A BNamericas traz uma atualização de alguns dos projetos de cabos submarinos que devem entrar em operação em breve.

GIGNET-1

Data estimada para início do serviço: quarto trimestre de 2022

A empresa norte-americana de telecomunicações e infraestrutura digital GigNet, amplamente focada em projetos de conectividade na Riviera Maya, no México, está avançando no lançamento do GigNet-1, um cabo submarino de 1.100 km para conectar Cancún a Boca Raton, nos EUA.

O projeto já concluiu etapas como levantamento de traçado, estudos de viabilidade regulatória e de licenciamento para a Flórida e o México, estudos de demanda e análise de mercado, seleção e contratação dos principais fornecedores para o projeto, equipamentos e instalação do sistema, bem como a pesquisa marítima.

A instalação do cabo ficou a cargo da IT International Telecom e do desenvolvedor de sistemas submarinos norte-americano Xtera, que também está fornecendo fibra, amplificadores (repetidores) e os terminais de linha submarina na Flórida e no México.

O sistema é conhecido como o primeiro novo cabo submarino da Flórida até a Península de Yucatán em mais de 20 anos.

No México, a GigNet já opera um cabo de 250 km que vai de Cancún a Tulum e será o principal locatário do sistema do GigNet-1, fornecendo trânsito IP e conectividade em toda a região.

AURORA

Data estimada para início do serviço: primeiro trimestre de 2023

Anunciado em 2017 e pertencente à FP Telecommunications, o sistema de cabos Aurora deve entrar em operação no primeiro trimestre do ano que vem, percorrendo 5.500 km do oeste da Flórida até Manta, no Equador, com conexões no México, Guatemala, Honduras, Panamá, Ilhas Cayman e Colômbia.

O Aurora está sendo fornecido pela Alcatel Submarine Networks (ASN), subsidiária da Nokia, e exigirá um investimento de US$ 310 milhões, de acordo com as últimas informações disponíveis.

O status de desenvolvimento do projeto não é atualizado desde pelo menos 2020 e, até a publicação deste artigo, a BNamericas não tinha conseguido confirmar os dados mais recentes.

De acordo com alguns relatos, a FPT seria a desenvolvedora do cabo, mas não a operadora, e os custos de manutenção seriam cobertos pelos clientes que compram pares de fibra.

Fonte: FPT

GALAPAGOS CABLE SYSTEMS (GCS)

Data estimada para início do serviço: segundo trimestre de 2023

A Galapagos Cable Systems (GCS), empresa de Singapura responsável pelo projeto homônimo, e a Xtera, assinaram um contrato de engenharia, aquisição e construção (EPC) em outubro do ano passado para a construção de um cabo de 1.280 km do continente até as Ilhas Galápagos.

O contrato desencadeou a execução do projeto com a fase de licenciamento e concepção, e o levantamento marítimo no início de 2022.

A CNT, telco estatal do Equador, será um dos principais locatários-âncora do sistema quando ele estiver operacional. O principal objetivo do sistema é permitir o desenvolvimento da pesquisa científica, do comércio, do turismo e da educação em Galápagos.

“Um dos principais benefícios do sistema é oferecer ao arquipélago de Galápagos serviços de telecomunicações nacionais e internacionais de alta capacidade e alta qualidade, fixos e móveis, com internet banda larga de fibra ótica e serviços móveis 4G e 5G no futuro”, destacou um comunicado da Xtera.

Com capacidade projetada de 20 terabytes por segundo, o projeto deve entrar em operação no segundo trimestre de 2023, com investimento de US$ 50 milhões.

A GCS informou que o cabo tem a capacidade de aumentar o PIB de Galápagos em cerca de 25%.

Além da Xtera, que fornecerá soluções óticas, a NSW/Prysmian fabricará o cabo e a IT International Telecom será responsável pela instalação marítima.

FIRMINA

Data estimada para início do serviço: 2023

O Firmina, segundo cabo submarino continental próprio do Google na América Latina – ou seja, de uso exclusivo –, conectará a costa leste dos EUA a Las Toninas, na Argentina, com conexões em Praia Grande, no Brasil, e Punta del Este, no Uruguai.

O Google também é proprietário e operador do Curie, um cabo lançado em 2019 que vai do Chile aos EUA.

A empresa opera, ainda, três sistemas submarinos conectados ao Brasil: Monet, que vai de Santos/Praia Grande até Boca Raton, na Flórida; Junior, de Santos ao Rio de Janeiro; e Tannat, de Santos a Maldonado, no Uruguai.

Os cabos entraram em operação em 2017, 2018 e 2021, respectivamente.

Entre eles, Monet e Tannat pertencem a um consórcio com outras empresas e o Junior é de propriedade integral do Google.

A construção do cabo submarino Firmina, que deve entrar em operação no ano que vem, faz parte de um plano quinquenal de investimento de US$ 1,2 bilhão para a América Latina.

Em maio do ano passado, foi relatado que o Google havia comprado uma propriedade de 30 hectares para um projeto de datacenter no parque científico e tecnológico Pando, na capital do Uruguai, Montevidéu.

O governo uruguaio confirmou na época que estava em negociações com o Google para o projeto. O Google, por sua vez, não comenta sobre esses acontecimentos.

Fonte: Google

CARRIBEAN EXPRESS 

Data estimada para início do serviço: terceiro trimestre de 2025

O Caribbean Express (CX) está sendo desenvolvido pela Ocean Networks, especialista em instalação e manutenção de cabos submarinos com sede em Atlanta e foco no reaproveitamento de cabos fora de serviço para pesquisa científica.

O sistema de 4.500 km conectará pontos de presença (PoP) entre Boca Raton (Flórida) e Maria Chiquita/Corozal (Panamá), com conexões para México (Cancún), Grand Cayman (Health City), Honduras (Puerto Cortés), Costa Rica (Limón) e Colômbia (Cartagena).

A empresa não divulgou quem são os fornecedores, mas diz que o CX usará a tecnologia Space Division Multiplexing (SDM) mais recente e terá 18 pares de fibra com no mínimo, 18 terabytes por par.

A Ocean Networks também afirma que o CX será o único cabo na região do Caribe a oferecer pares completos de fibra ao mercado.

A empresa divulgou a seguinte latência estimada de ida e volta entre as estações para o sistema:

Boca Raton-Corozal: 29,38 ms
Boca Raton-Cartagena: 29,76 ms
Boca Raton-Cancún: 11,60 ms

Fonte: Ocean Networks

CARNIVAL SUBMARINE NETWORK-1 (CSN-1)

Lançamento estimado: 2025

A empresa de telecomunicações equatoriana Telconet e a ASN assinaram um contrato de fornecimento em março e anunciaram o início da construção do Carnival Submarine Network-1 (CSN-1).

Quando estiver pronto, o CSN-1 percorrerá 4.500 km, do Equador à costa oeste da Flórida, com conexões no Panamá e na Colômbia. O sistema contará com as soluções de tecnologia SDM Open-Cable da ASN.

De acordo com a ASN, a Telconet também contou com os serviços da DRG Undersea Consulting para apoiar a implementação do CSN-1.

Além dos dois trechos planejados, o projeto também pode contemplar pontos de conexão na Guatemala, Costa Rica e México, segundo a Telconet.

Fora o CSN-1, a Telconet é uma das proprietárias do cabo PAN-AM, o primeiro cabo submarino do Equador, e do Pacific Caribbean Cable System (PCCS).

A Cable Andino, da empresa com sede em Guayaquil, é proprietária do PCCS junto com Telxius, C&W e SETAR. A Telconet e a DRG também trabalharam juntas durante a construção do PCCS.

Fonte: Telconet

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