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Destaque: projetos hídricos para saciar a sede de Monterrey

Bnamericas Publicado: quarta-feira, 23 fevereiro, 2022
Destaque: projetos hídricos para saciar a sede de Monterrey

Os reservatórios do estado de Nuevo León, no norte do México, estão secando mais uma vez, e alguns devem ficar completamente sem água em meses, semanas ou até dias, em alguns casos, levando as autoridades locais a declarar estado de emergência.

Na última década, a escassez de água tem sido um problema recorrente para o estado e, em especial, a região metropolitana de Monterrey. Por isso, os governos estadual e federal vêm procurando opções para resolver a crise há anos.

Vários projetos foram debatidos nesse período. A seguir, listamos algumas das alternativas para aumentar o fornecimento de água que estão sendo analisadas ou em andamento.

Aqueduto Monterrey VI

A construção deste projeto foi anunciada originalmente em 2014, durante a gestão do ex-governador do estado Rodrigo Medina. O objetivo era levar água da bacia do rio Pánuco, no estado de Veracruz, até a represa Cerro Prieto, em Nuevo León, por meio de um duto de 372 km.

O aqueduto forneceria 473 milhões de metros cúbicos de água por ano e beneficiaria 6 milhões de pessoas nos estados de Tamaulipas e Nuevo León, segundo informações da SADM, concessionária de água de Monterrey. Ele também que garantiria o abastecimento de água para os moradores por pelo menos 50 anos.

Na época, o projeto foi duramente criticado pelo alto custo – mais de 14 bilhões de pesos (US$ 688 milhões) – e indícios de que o esquema de financiamento, manutenção e operações poderia acabar elevando a conta total para mais de 60 bilhões de pesos. Ele acabou sendo cancelado em 2017 pelo ex-governador Jaime Rodríguez Calderón em meio a controvérsias políticas.

No entanto, a SADM está analisando o projeto novamente para determinar sua viabilidade, embora a associação de engenheiros civis de Tamaulipas tenha se manifestado contra a iniciativa alegando que os volumes de água descritos não são suficientes para atender a demanda e que ela traria graves consequências para os ecossistemas da bacia do Pánuco, especialmente nas áreas úmidas, protegidas por lei.

Reservatório Vicente Guerrero

O governador de Nuevo León, Samuel García, sugeriu a transferência de 3 m³/s de água do reservatório Vicente Guerrero, no estado de Tamaulipas, como uma opção para aliviar a crise crescente. No entanto, este reservatório conta atualmente com apenas 33% da capacidade, o nível mais baixo registrado nos últimos dez anos, segundo a imprensa local.

O diretor da AyD, Juan Ignacio Barragán, afirmou que esta alternativa é um dos três principais projetos que a empresa considerou para fornecer água à região de Monterrey.

“A barragem Vicente Guerrero, que fica em Tamaulipas, tem uma certa capacidade para fornecer água à região metropolitana de Monterrey, mas tudo isso está em estudo, em análise”, disse ele ao jornal local Info 7.

Dessalinização da água do Golfo do México

Este plano foi sugerido pela primeira vez por Armando Ocaña, prefeito de Mission, no Texas, que propôs um projeto binacional para extrair água salgada do Golfo do México para abastecer o sul do Texas e o estado de Tamaulipas.

A água seria tratada em uma usina de dessalinização construída em Brownsville e bombeada em ambos os lados da fronteira. No entanto, o projeto ainda está em um estágio muito inicial.

“Se a usina de dessalinização for construída em Brownsville, só precisaremos da conexão com as cidades por meio de uma linha de distribuição. Estamos trabalhando em um modelo binacional, com recursos do México e dos EUA, embora ainda não tenhamos o valor do investimento”, disse O'Caña segundo o periódico El Diario de Coahuila.

O governador de Nuevo León, García, mencionou este projeto como uma possibilidade de amenizar a seca no estado, mas Barragán destacou que o aqueduto necessário para transferir a água tratada da zona de fronteira para Nuevo León seria tão caro quanto Monterrey VI.

Reservatório Libertad

De acordo com o governo de Nuevo León, este reservatório, cuja construção começou em setembro de 2020 e já está 33% concluída, deverá ter a maior barragem do país, com 1.950 m de comprimento e 47 m de altura. Ele terá capacidade para reter 221 MMm³ (milhões de metros cúbicos) de água quando concluído.

O problema é que isso não ajudará a resolver a atual escassez de água, pois a data prevista para a conclusão da barragem foi adiada para agosto de 2023.

“Tivemos alguns atrasos que podem nos levar a terminar no início de 2024, e esses atrasos são conhecidos por todos... mas está tudo organizado e estamos trabalhando a toda velocidade”, afirmou Barragán após um tour pelo local na companhia de García.

Poços rasos

As autoridades disseram esta semana que a crise atual está sendo resolvida com a captação de água de aquíferos através de poços rasos na região metropolitana de Monterrey, já que os outros projetos são todos soluções de longo prazo.

Em uma coletiva de imprensa, Barragán revelou que existem 115 poços na região, 30 deles em processo de reabilitação e outros 7 emprestados pelo setor privado, mas apenas 11 do total estão 100% operacionais.

O executivo da SADM já tinha solicitado a colaboração de representantes do setor privado que possuíssem reservatórios e poços próximos às linhas de distribuição para permitir o acesso público.

“Não pode ser qualquer poço, ele deve ficar perto dos nossos aquedutos. Eles podem ter um poço muito bom, mas se ficar a um ou dois quilômetros do nosso aqueduto, precisaríamos de muito tempo para a reabilitação”, disse, acrescentando que a qualidade da água também é importante porque “se o poço não está produzindo água potável ou um líquido que possa ser tratado rapidamente, então não podemos usá-lo. É um processo complexo”.


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