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Governo de Minas Gerais quer concluir privatização da Copasa até início de 2026

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Governo de Minas Gerais quer concluir privatização da Copasa até início de 2026

O governo de Minas Gerais pretende avançar rapidamente na privatização da companhia de saneamento Copasa, em um processo que deve ser concluído até o final do primeiro trimestre de 2026.

“Esperamos definir o modelo [da privatização] em novembro, após a contratação dos bancos estruturadores do processo em outubro. A votação na Assembleia Legislativa do estado deve ocorrer ainda este ano e a privatização está prevista para o primeiro trimestre do ano que vem, antes do período eleitoral," disse o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, à BNamericas.

O processo ainda depende da aprovação final dos legisladores estaduais. O governo quer concluir a operação antes do início da campanha eleitoral do ano que vem.

Em Outubro de 2026, os brasileiros irão às urnas para eleger presidente, governadores, senadores e deputados.

Segundo Simões, diferentes modelos estão em estudo.

“Nosso foco é escolher o modelo que gere o maior volume de recursos para Minas Gerais. Pode ser uma venda via tranche única, ou seja, uma venda direta do controle via leilão; pode ser através de duas tranches, parte da participação sendo uma venda direta e outra parte por meio de um follow-on de ações; ou mesmo somente através de um follow-on," afirmou.

O follow-on é uma oferta pública de ações de empresas já listadas em bolsa, como é o caso da Copasa. Atualmente, o governo estadual detém 50,3% da companhia, enquanto o restante circula no mercado.

“Embora o modelo ainda não esteja definido, o que não abrimos mão é de ter a golden share na Copasa," acrescentou o vice-governador. A golden share garante poder de veto ao governo em decisões estratégicas da empresa.

Simões destacou que o plano deve atrair diversos tipos de investidores.

“A Copasa é uma empresa listada há 20 anos, tem um modelo de governança estruturado e distribui dividendos de forma constante. Basta ver os movimentos recentes para entender a atratividade da empresa. A Perfin [gestora de investimentos que tem o BTG Pactual como acionista minoritário] e o Goldman Sachs adquiriram participações relevantes recentemente na Copasa, de cerca de 5% da empresa cada," disse.

Após a privatização, a Copasa poderá disputar contratos de concessão e PPPs em outros estados, segundo o vice-governador.

“Privatizada, a Copasa será uma plataforma excelente para quem quiser expandir saneamento em Minas Gerais ou no Brasil. Por exemplo, vejo a Copasa privatizada como forte concorrente para o lote do leste de Minas Gerais. O mesmo vale para oportunidades fora do estado, desde que sejam preservados os investimentos em Minas Gerais," afirmou.

Paralelamente, o governo estadual está estruturando um contrato de concessão ou uma PPP para universalizar os serviços de água e esgoto em cerca de 200 municípios, conhecido como  lote do leste, não atendidos pela Copasa. 

A iniciativa deve gerar investimentos de pelo menos 7 bilhões de reais (US$1,3bn), mas não há data definida para o leilão.

Os recursos da privatização da Copasa deverão ser usados para reduzir a elevada dívida estadual com a União e reforçar investimentos em infraestrutura. Para a Copasa, a operação tende a fortalecer a capacidade de investimento e ampliar a cobertura de serviços.

A empresa planeja investir 3,7 bilhões de reais (US$700mn) até 2033, com foco em expansão da rede e redução de perdas de água na região metropolitana de Belo Horizonte.

Em junho de 2025, dado mais recente, o índice de perdas foi de 37,6%. A meta da companhia é reduzir esse número para 25% até 2030.

Enquanto a privatização da Copasa avança, o governo não prevê no curto prazo a venda da empresa de energia estadual Cemig.

“No momento, não há discussão sobre Cemig. A prioridade é Copasa. Esse tema [privatização da Cemig] poderá ser retomado depois," disse Simões.

(A versão original deste conteúdo foi redigida em português)


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