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Lei chilena de fintechs trará mudanças substanciais ao mercado

Bnamericas Publicado: sexta-feira, 04 novembro, 2022
Lei chilena de fintechs trará mudanças substanciais ao mercado

Após a aprovação da Lei das Fintechs no Chile, haverá uma explosão de criptoativos e o mercado financeiro local terá maior dinamismo, segundo diversos especialistas.

“O primeiro impacto é a maior concorrência no sistema financeiro, que se traduzirá automaticamente em melhor atendimento e taxas mais baixas para pessoas e empresas”, disse à BNamericas Ángel Sierra, diretor-executivo da associação FinteChile.

A nova lei traz algumas inovações, como a redução das barreiras de entrada para empresas de tecnologia.

Além disso, cria um sistema de open finance e estabelece um marco regulatório para serviços financeiros de base tecnológica, como operações de corretagem e custódia, oferta de plataformas de transações e assessoria em instrumentos financeiros. Também regulamenta os prestadores de serviços de iniciação de pagamentos.

“Obviamente, essa lei trará maior dinamismo e competição no mercado financeiro, principalmente com o open banking, gerando a incorporação de novos players, novas tecnologias e um fluxo de informações aos clientes que lhes permitirá tomar melhores decisões financeiras e [oferecer] maior opções de acesso a produtos financeiros”, pontuou Francisco Barreda, sócio da Barreda Legal Tech, em conversa com a BNamericas.

Em particular, espera-se a incorporação de novos atores como provedores de informação, serviços baseados em informação e serviços de iniciação de pagamentos.

A FinteChile prevê uma maior chegada de investimentos e exportações de serviços financeiros. “A oportunidade é muito grande”, disse Sierra, especificando que existem atualmente cerca de 260 fintechs na América Latina, mas que em dois anos o país deverá ter cerca de 400.

“Hoje já vemos uma dinâmica muito importante de expansão de empresas para a Aliança do Pacífico – especificamente México, Colômbia e Peru –, então vislumbramos que isso vai se aprofundar”, ele acrescentou.

Sierra também prevê uma maior predisposição à inclusão financeira, pois novos players precisarão começar a identificar novos segmentos para atender: “Bancos e fintechs são obrigados a ir para segmentos carentes e isto automaticamente começa a se transformar em inclusão financeira”.

IMPACTO PARA OS USUÁRIOS

“Os usuários poderão observar a redução de preços de produtos e serviços financeiros, a criação de produtos personalizados de acordo com suas necessidades, a atração de novos players tecnológicos, métodos opcionais de transação, entre outros”, explicou Mauricio Fernández, diretor de operações nas Américas da fornecedora de software bancário BPC.

Entretanto, Barreda referiu que a regulamentação da Comissão do Mercado Financeiro “é uma garantia para os clientes finais e para o mercado em geral”.

OPEN BANKING

O Chile tem um histórico de questões de open finance em um espaço não regulamentado, mas a nova legislação proporcionará mais confiança e impulsionará ainda mais a adoção do open banking.

“Embora alguns bancos estejam se preparando para a chegada do open banking, a verdade é que em geral a capacidade de resposta da banca convencional é mais lenta e mais responsiva ao desenvolvimento de novas tecnologias”, afirmou Barreda, que prevê uma mudança substancial do mercado nos próximos anos.

“As instituições financeiras fizeram investimentos em tecnologia, mas ainda há grandes desafios, especialmente para os bancos que possuem infraestruturas de pagamento legacy e isoladas”, acrescentou Fernández.

O executivo especificou que os bancos têm a oportunidade de investir em tecnologia para inovar e oferecer melhores serviços. “Também não podemos esquecer que o open finance exige um uso muito mais rigoroso das informações das pessoas. Reforçar a segurança nas transações e prevenir fraudes e roubos de identidade são extremamente importantes para haver confiança e menos atritos com os clientes finais”, disse o executivo.

CRIPTO

“O reconhecimento de certos criptoativos como meio de pagamento, somado à tecnologia por trás dos canais transacionais dessa classe de ativos, fará com que as empresas de pagamento vinculadas a criptos possam competir em pé de igualdade com os grandes players por trás dos pagamentos no Chile”, afirmou Barreda.

O impacto ocorre antes mesmo da promulgação da lei. O banco BCI, uma das maiores instituições financeiras do Chile, oficializou que a Buda, principal operadora de criptomoedas da região, poderia abrir uma conta corrente com eles.


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