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Problemas cambiais e de importação ameaçam o setor de TIC da Argentina

Bnamericas Publicado: quarta-feira, 07 dezembro, 2022
Problemas cambiais e de importação ameaçam o setor de TIC da Argentina

O setor argentino de TIC, que depende do comércio internacional de hardware e serviços, enfrenta problemas devido à crise econômica e à falta de reservas do Banco Central.

A situação é preocupante e fica ainda mais tendo em vista um futuro leilão do 5G.

“Algumas autorizações estão começando a sair, agora é preciso ver se o ritmo se manterá”, afirmou o diretor de regulação e assuntos públicos da Telefónica Argentina, Alejandro Lastra, durante uma conferência em resposta a uma pergunta da BNamericas.

A empresa faz pedidos de importação semanalmente. A Argentina modificou em outubro o regime de admissão, que também abrange produtos de TIC, passando de um sistema de cotas para um modelo em que as autoridades precisam revisar cada pedido e dar sinal verde para a operação e o acesso a divisas no mercado único de câmbio.

O dólar oficial está cotado a 168 pesos, bem abaixo dos mais de 300 pesos praticados no mercado informal.

Fontes do setor consultadas pela BNamericas disseram que desde meados de outubro e durante todo o mês de novembro não houve nenhuma autorização para importação de bens ou serviços.

Os problemas de acesso a divisas dificultam tanto a importação de equipamentos como o pagamento de licenças de software, serviços de roaming, nuvem, conteúdos, sinais de televisão e até o uso de endereços IP.

Uma fonte consultada recentemente pela BNamericas adiantou que, sem autorização para comprar no exterior, as operadoras podem ficar sem estoque em janeiro ou fevereiro.

O presidente da câmara empresarial ATVC, Walter Burzaco, já havia alertado que os problemas com as importações “corroem as redes”.

No entanto, parece que o regulador Enacom e a Secretaria de Comércio começaram a tomar medidas para chegar a uma solução. “O processo demora, mas não está mais parado”, disse à BNamericas outra fonte, que pediu anonimato, admitindo que há mais dificuldades com autorizações de importação acima de US$ 10 mil.

O gerente de produto da empresa argentina Metrotel, Diego Janse, afirmou à BNamericas que os atrasos não tiveram um impacto tão significativo, já que a empresa planeja suas aquisições anualmente. “Existem outros equipamentos ou materiais que têm uma circulação diferente e precisam de compras mais rápidas”, explicou.

Janse indicou que, devido aos atrasos nos pagamentos ao exterior por conta do licenciamento, “foi necessário ajustar as condições de pagamento com os fornecedores”.

Antes da mudança de regime, a decisão de adiar os pagamentos para 180 dias já complicava as negociações com fornecedores de hardware e software.

“A questão das importações e dos pagamentos de bens e serviços no exterior é um ponto crítico para a operação das redes”, destacou o diretor de regulação da Claro, Alejandro Quiroga López, à BNamericas.

Em conversa com jornalistas sobre o eventual leilão do 5G que o governo quer realizar no próximo ano, Lastra reafirmou que é fundamental garantir que as operadoras poderão importar os bens e serviços necessários para garantir os investimentos para a implantação da próxima tecnologia móvel.

A indústria de TIC na Argentina investe cerca de US$ 2 bilhões por ano, segundo cálculos mencionados em um evento da ATVC.

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