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Setor de mineração caminha para período de negociações de M&A no Brasil

Bnamericas Publicado: terça-feira, 20 setembro, 2022
Setor de mineração caminha para período de negociações de M&A no Brasil

O setor de mineração brasileiro deve passar por um período movimentado de negociações depois das eleições presidenciais de outubro, de acordo com os planos de várias empresas e investidores.

Com base em entrevistas recentes com executivos das empresas, a BNamericas analisa esses planos.

PRIVATE EQUITY 

A empresa brasileira de private equity Ore Investments planeja adquirir mais ativos usando capital próprio, ao mesmo tempo em que planeja criar um novo fundo.

“Já desembolsamos e comprometemos R$ 100 milhões (US$ 19,2 milhões), e temos outros R$ 200 milhões disponíveis para fazer novos investimentos no setor”, disse o CEO Mauro Barros à BNamericas.

“Temos ativos de ouro, cobre, grafite, titânio, vanádio e lítio em nosso portfólio. Agora queremos ampliá-lo com mais ativos de ouro e cobre, níquel, zinco e fosfato”, apontou ele, acrescentando que a empresa pode concluir um investimento em um novo ativo este ano e planeja até seis aquisições em 2023.

Ainda segundo Barros, a empresa pretende lançar um segundo fundo de até US$ 150 milhões em 2024 e tentará adquirir empresas no Peru, Chile e Argentina, além de manter um foco contínuo no Brasil.

A Ore Investments foi fundada por antigos executivos da Belo Sun, Vale e ArcelorMittal, entre outros.

OURO

A mineradora canadense de ouro Aura Minerals pretende ampliar suas operações na América Latina, com o objetivo de aumentar a capacidade produtiva e atrair grandes fundos de investimento globais, ao mesmo tempo em que busca aquisições de ativos regionais, principalmente no Brasil. 

“Hoje, estamos equilibrados em termos de operações entre Brasil, Honduras e México. Nossa estratégia de crescimento é de expansão nas Américas, especialmente nos países em que já operamos”, explicou Rodrigo Barbosa, CEO da Aura Minerals, à BNamericas. “Posso dizer que olhamos para o Brasil com muito interesse, porque a regulamentação do setor de mineração nos deixa muito confortáveis em comparação com outros países da região.”

Neste mês, a empresa concluirá a compra do controle acionário da australiana Big River Gold, um acordo que fará com que ela assuma o controle do projeto de ouro Borborema no Brasil.

“Tínhamos projetos em fase pré-operacional no nosso radar. Agora vamos buscar projetos em outras fases, projetos que estejam em fase inicial de produção ou em fases menos avançadas, com início de produção em três anos”, disse Barbosa.

VANÁDIO

A canadense Largo Resources, que possui depósitos de vanádio no Brasil e está empenhada em produzir baterias para armazenamento de energia, está disposta a conversar com potenciais investidores para apoiar seus planos de investimento.

“Inicialmente, pensamos em fazer esses investimentos com nosso próprio caixa, mas as mudanças do mercado alteraram nossos planos. Agora buscamos reforçar o caixa com outras opções, e isso significa que estamos abertos a conversar com um investidor estratégico interessado em firmar uma parceria conosco para avançar em nossos projetos”, revelou o CEO Paulo Misk à BNamericas.

No ano passado, a Largo divulgou um plano para investir US$ 590 milhões em suas operações nos próximos 10 anos. Além de usar esses recursos para a produção de vanádio em sua mina Maracás, na Bahia, a empresa planeja reutilizar todos os materiais produzidos no local para criar uma linha adicional de negócios.

NÍQUEL E COBRE

Nas últimas semanas, especulações de mercado indicaram que a Vale, maior mineradora do Brasil, estava se preparando para separar seus negócios de níquel e cobre e lançar um IPO para sua divisão de metais básicos.

Executivos da empresa focada em minério de ferro confirmaram a possibilidade de uma oferta de ações, mas sem dar mais detalhes.

As especulações ganharam força quando, no início deste mês, a Vale informou que aceleraria a produção de cobre e níquel diante da forte demanda relacionada à transição energética global.

Agora, a Vale espera produzir 230.000-245.000 t/a de níquel no médio prazo, enquanto a projeção para este ano é de 190.000 t.

A empresa acredita que a demanda global por níquel vai aumentar 50%, para 6,2 milhões de toneladas até 2030, devido à “rápida expansão das vendas de veículos elétricos, que devem ser quatro vezes maiores até o final desta década”, de acordo com uma apresentação a investidores.

A previsão de médio prazo da Vale para a produção de cobre agora é de 390.000-420.000 t/ano, em comparação com as 285.000 t projetadas para este ano.

A empresa espera que a demanda de cobre aumente cerca de 20% até 2030, para 37 Mt, devido ao rápido crescimento da indústria de veículos elétricos e ao aumento do uso de energia renovável.

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