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De olho nos setores brasileiros de energia e óleo e gás

Bnamericas Publicado: terça-feira, 07 junho, 2022

Furnas obteve a aprovação da maioria dos debenturistas para contribuir com R$ 1,58 bilhão para a Madeira Energia (Mesa), evitando a suspensão do processo de privatização da Eletrobras, cuja precificação está marcada para quinta-feira (9).

A informação foi divulgada por meios de comunicação locais.

A Mesa é controladora da Santo Antônio Energia (Saesa), sociedade de propósito específico que opera a usina hidrelétrica Santo Antônio, de 3.568 MW, em Rondônia.

Subsidiária da Eletrobras, Furnas detém 43% de participação na Saesa, que precisa de um aumento de capital para pagar uma disputa judicial que perdeu com os construtores da planta.

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A EDP recebeu do órgão ambiental do estado do Acre (Imac) a licença de instalação para a construção da subestação de Tucumã e o seccionamento da linha de transmissão C2 Abunã-Rio Branco, de 230 kV .

Os empreendimentos fazem parte do lote 1 de uma licitação lançada pela Aneel em 2021.

O projeto também inclui a ampliação das subestações Abunã e Rio Branco, bem como a construção da linha C3 Abunã-Rio Branco, de 230kV. Todas estão em processo de licenciamento.

A construção começa em junho e o investimento da EDP é de R$ 483 milhões.

A subestação de Tucumã terá capacidade instalada de 300 MVA, além de um transformador reserva de 150 MVA.

A EDP estima uma receita anual adicional de R$ 38,6 milhões com a integração do lote à rede nacional.

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As usinas para as quais a Aneel deu sinal verde para operação comercial em maio somam 602 MW de capacidade instalada, o maior resultado mensal do ano até agora. A expansão até o final de maio foi de 2.162 MW.

O crescimento em maio incluiu 387 MW em termelétricas, 144 MW em usinas eólicas, 40,7 MW em solares fotovoltaicas e 29,5 MW em pequenas centrais hidrelétricas. Houve aumentos na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima e São Paulo.

A expansão da geração este ano ocorreu em 13 estados, de quatro regiões. Bahia e Rio Grande do Norte respondem por 43,9% (950 MW) da capacidade instalada. A capacidade total instalada era de 183.129 MW no final de maio.

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A Neoenergia desenvolveu um caminhão elétrico com cesto suspenso de acionamento elétrico para auxiliar nos serviços de distribuição de energia elétrica.

O veículo é o primeiro do país com sistema que permite o carregamento direto da rede elétrica, proporcionando mais eficiência e autonomia ao evitar o retorno às bases operacionais para recargas.

O caminhão também conta com tecnologia de telemetria, que permite o monitoramento das informações sobre bateria e atividades de roteirização realizadas pelos centros de operações integrados das distribuidoras.

De forma automatizada e em tempo real, é possível calcular a necessidade de recarga e os pontos disponíveis ao longo do percurso.

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A fabricante alemã de módulos solares AE Solar reforçou a sua parceria com a CorSolar, empresa do grupo Melo Cordeiro, com um contrato de distribuição de 40 MW, o que corresponde a cerca de 80 mil painéis solares.

Em meio ao crescimento da energia solar no Brasil, a parceria visa garantir a disponibilidade de produtos, com 30 anos de garantia de desempenho.

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O Operador Nacional da Rede (ONS) espera estabilidade entre 4 e 10 de junho quanto à capacidade de armazenamento e afluências em relação às previsões do período anterior.

Até o final de junho, o nível dos reservatórios hidrelétricos em três subsistemas deve permanecer acima de 90%. A projeção regional para 30 de junho é de 98,8% no Norte, 91,2% no Nordeste, 90,9% no Sul e 65,3% no subsistema Sudeste/Centro-Oeste.

A carga total prevista para junho é de 66.988 MWa, 0,4% acima do mesmo período do ano passado.

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O consumo de gás natural no Brasil, excluindo o mercado de geração térmica, cresceu 6,9% em média no primeiro trimestre, informou a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) nesta segunda-feira (6).

No entanto, a demanda dos segmentos industrial, automotivo, comercial, residencial, cogeração e outros atingiu 42,1 MMm³/d (milhões de metros cúbicos por dia) em comparação aos 39,4 MMm³/d do ano anterior.

Incluindo a geração térmica, a demanda nacional totalizou 60,2 MMm³/d, para uma queda de 14,3% em relação à média acumulada do primeiro trimestre de 2021, quando foram consumidos 70,7 MMm³/d.

Com a melhora do cenário hidrológico, as termelétricas a gás atendidas pelas distribuidoras tiveram um volume menor despachado pelo ONS, com queda de 42,2%.

“O setor de distribuição sempre avalia como principais indicadores de desempenho o mercado não térmico. E a boa notícia é que registramos um crescimento de 6,1% do segmento industrial – e vimos, ainda, a recuperação de outros segmentos afetados pelas restrições decorrentes da pandemia, como o automotivo (19,2%) e comercial (14,3%)”, afirmou em nota o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

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Organizações e associações que representam produtoras, transportadoras e consumidores de gás natural publicaram um manifesto reafirmando seu apoio à classificação do gasoduto Subida da Serra como gasoduto de transporte.

No comunicado, as entidades alegam que uma eventual classificação como duto de distribuição criaria um monopólio vertical, “contrariando a agenda de competitividade que todos almejam”.

O documento foi assinado pela Abal (associação dos produtores de alumínio), Abpip (produtores independentes de petróleo), Abividro (produtores de vidro), Abrace (consumidores industriais de energia), Anace (consumidores de energia) e ATGás (transportadores de gás).

A BNamericas publicou recentemente um relatóriosobre o assunto do gasoduto.

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A Petrobras lançou o teaser para a venda de sua participação de 18,8% na termoelétrica UEG Araucária (UEGA), no Paraná.

A UEGA é uma parceria entre o Grupo Copel e a Petrobras, composta por uma usina de geração de ciclo combinado com duas turbinas a gás e uma turbina a vapor, próximo ao gasoduto Bolívia-Brasil.

Iniciou suas operações em 2002 e possui capacidade instalada total de 484 MW.

O teaser, que contém as principais informações e os critérios de elegibilidade para a seleção dos potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras.

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A Petrobras concluiu o primeiro teste de produção de querosene de aviação com conteúdo renovável (BioQAV) do país, que faz parte do plano de combustíveis sustentáveis da empresa.

O teste foi realizado na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná.

O BioQAV emite menos CO₂ do que o querosene mineral derivado do petróleo porque o primeiro contém compostos gerados pela hidrogenação do óleo vegetal, uma reação química com a adição de hidrogênio.

“O BioQAV terá um papel relevante na redução das emissões de CO₂ do setor aéreo. E a Petrobras reúne todas as competências e condições para liderar o movimento de pesquisa, desenvolvimento e produção futura do BioQAV no Brasil”, disse o diretor de refino e gás natural, Rodrigo Costa, em um comunicado.

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