First Quantum: ‘É impossível que o próximo governo do Panamá ignore a contribuição da mineração’
Mais de dois meses depois que a Suprema Corte do Panamá declarou inconstitucional o novo contrato da First Quantum Minerals para a mina Cobre Panamá, em meio a conflitos sociais e econômicos que não eram vistos desde a queda do ditador Manuel Noriega em 1989, o CEO da mineradora, Tristan Pascall, consegue ver uma luz no fim do túnel.
Embora um novo acordo entre o governo e a subsidiária da empresa canadense, Minera Panamá, tenha sido estabelecido no ano passado, depois que o contrato original para a mina de cobre em grande escala foi declarado inconstitucional, em 2017, milhares de manifestantes protestaram contra o acordo devido a questões ambientais.
A Suprema Corte acabou anulando o novo contrato no final de novembro, o que levou à ordem de encerramento da mina a céu aberto.
“Vemos que parte da emoção [dos protestos] realmente diminuiu”, disse Pascall ao Financial Post. “Temos desafios econômicos significativos surgindo no país [...] e acreditamos que é impossível que o próximo governo ignore a contribuição que um setor de mineração responsável pode ter.”
O Panamá realizará eleições em maio para presidente, prefeitos, deputados da Assembleia Nacional e outras autoridades locais.
A Cobre Panamá foi uma das maiores minas de cobre inaugurada na última década no mundo. A mina respondeu por cerca de 5% do PIB do Panamá e representou até 75% das exportações de mercadorias, segundo a empresa.
À medida que a mina passa pelo processo de encerramento – que pode levar anos –, mais questionamentos cercam a decisão, principalmente em relação ao impacto que a medida pode ter para a economia do país, pontuou Pascall.
A Oxford Economics estimou recentemente que “a suspensão das operações na Minera Panamá poderia reduzir o crescimento do PIB para 1,9%, de 4,2% em 2024, e para 2,9%, de 4,1% em 2025, e só retornar ao crescimento de longo prazo em 2026”.
A empresa também espera que “as agências de classificação rebaixem em breve a classificação de crédito do Panamá devido aos fundamentos de crescimento mais fracos e aos riscos crescentes para a capacidade do país de atingir suas metas fiscais”.
Joana Abrego, gerente jurídica do Centro de Defesa Ambiental do Panamá (CIAM), uma ONG que protestou contra a mina, destacou que havia preocupações com “uma potencial reativação da mina” devido às declarações recentes de vários candidatos à presidência. Abrego acrescentou que a First Quantum enfrentaria obstáculos legais significativos para reiniciar as operações na mina.
O CIAM se opõe à mineração no Panamá há quase duas décadas. De acordo com Abrego, as pessoas esperam que o processo de fechamento da mina Cobre Panamá continue.
A mineração metálica “é ambiental e socialmente inviável no país”, disse ela ao Financial Post.
Pascall, no entanto, afirma que a Cobre Panamá tem um impacto ambiental líquido zero e que grande parte da comoção contra a mineração foi desencadeada por notícias falsas e informações enganosas, que ele espera corrigir à medida que o espaço para o debate sobre a mina se amplia, segundo a reportagem.
Ele citou como exemplo os rumores de que a empresa estaria retirando água do Canal do Panamá, o que “absolutamente não era o caso”.
Atualmente, a Minera Panamá está mais focada no plano de preservação e manejo seguro da empresa, que aborda questões como o destino dos funcionários da mina, garantindo que não haja degradação ambiental, e dúvidas sobre quem pagará pela obra.
De acordo com a First Quantum, o processo pode custar entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões por mês. A empresa se reuniu com ministros panamenhos e apresentou um plano preliminar em janeiro. Até agora, Pascall disse que o envolvimento com o governo tem sido “construtivo”.
A First Quantum também poderia buscar compensação por meio de um árbitro internacional, cuja decisão seria juridicamente vinculativa. A empresa anunciou publicamente dois processos de arbitragem, mas, embora Pascall tenha afirmado que o caso da First Quantum é “extremamente forte”, este não seria seu caminho preferido.
“Preferimos chegar a uma resolução com o governo do Panamá de maneira sensata”, disse ele.
Pascall se recusou a especular sobre um possível reinício das operações da mina. “Obviamente, cabe ao povo panamenho decidir isso”, ponderou. “Estamos prontos para fazer parte de uma solução de longo prazo para o país”.
O governo canadense apoiou abertamente a First Quantum em sua disputa pela Cobre Panamá.
A ministra do Comércio, Mary Ng, disse à Reuters no início deste mês que tem reuniões contínuas com a empresa e que o governo fará o possível para apoiar a First Quantum.
A Cobre Panamá produziu 331.000 toneladas de cobre no ano passado, 19.000 toneladas a menos do que em 2022, além de um pouco de ouro.
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