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Limite da Opep+ mantém Pemex fora da meta, enquanto persistem ataques piratas

Bnamericas Publicado: quarta-feira, 05 outubro, 2022
Limite da Opep+ mantém Pemex fora da meta, enquanto persistem ataques piratas

As esperanças da Pemex de atingir uma produção de petróleo de 1,8 MMb/d (milhões de barris por dia) no próximo ano enfrentam um novo obstáculo, desta vez vinda de produtores globais de petróleo.

Os países da Opep+, liderados por Arábia Saudita e Rússia, decidiram na quarta-feira (5) reduzir o teto da produção mundial de petróleo em 2 MMb/d – o maior corte desde o início da pandemia de Covid-19.

Com o acordo, a Secretaria da Energia do México (Sener) manterá a petrolífera nacional em uma cota em vigor desde 2021, onde não poderá exceder a produção de 1.753 MMb/d desde agora até dezembro de 2023.

A meta de 1,8 MMb/d para 2023 é um marco no caminho traçado pelo presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador (AMLO) no início de sua presidência, em dezembro de 2018, visando aumentar a produção nacional para 2 Mb/d até o final de seu mandato, em outubro de 2024.

A restrição da Opep+, no entanto, pode fornecer alguma cobertura política para a incapacidade da Pemex de se aproximar dessa meta.

Analistas independentes e até mesmo a Comissão Nacional de Hidrocarbonetos (CNH), que regula o setor, veem as metas de 2023 e 2024 como inviáveis, com o último relatório da entidade afirmando que a produção pode chegar a 1.717 MMb/d em 2023 e 1.789 MMb/d em 2024 apenas no melhor dos três cenários possíveis.

No pior cenário, a CNH prevê a produção caindo dos níveis atuais para 1.587 MMb/d em 2023 e 1.650 MMb/d em 2024.

ATAQUES PIRATAS CONTINUAM

Os ataques piratas à Pemex e outros players com operações offshore na Baía de Campeche continuam inabaláveis, com impactos incluindo operadores de O&G solicitando mudanças e/ou cancelamentos de planos à CNH, alegando insegurança.

A Pemex reconheceu 27 ataques a plataformas, embarcações e outros ativos, principalmente nas costas dos estados de Campeche e Tabasco, nos primeiros sete meses de 2022.

A Pemex confirmou que esses ataques causaram 234 milhões de pesos (US$ 11,8 mi) em danos, de acordo com a agência de notícias de energia Oil & Gas Magazine.

E houve pelo menos dois incidentes desde então, ambos relatados pelo Tribuna Campeche, um diário regional.

Um deles se passou em 11 de agosto, quando a tripulação do West Titania, uma plataforma independente, teve de usar jatos de água de combate a incêndios para afastar um ataque noturno de barcos piratas, com a marinha mexicana (Semar) chegando três horas depois, com os agressores há muito desaparecidos.

Esses ataques aumentaram desde 2020, com 31 incidentes relatados naquele ano, e este ano a caminho de superar os 46 eventos registrados em 2021.

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