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Operações de M&A no México têm queda em abril sob efeitos da guerra, problemas na cadeia de suprimentos e pandemia

Bnamericas Publicado: quarta-feira, 11 maio, 2022
Operações de M&A no México têm queda em abril sob efeitos da guerra, problemas na cadeia de suprimentos e pandemia

A atividade mexicana de fusões e aquisições (M&A) perdeu força em abril. A empresa de pesquisa transacional Transactional Track Record (TTR) registrou 24 operações no período, incluindo fusões, aquisições, private equity, venture capital e aquisições de ativos, chegando a um valor combinado dos acordos divulgados de US$ 1,657 bilhão.

Os resultados ficaram longe das 34 transações avaliadas em US$ 5,655 bilhões registradas pelo TTR em abril de 2021.

Da mesma forma, o valor agregado reportado de janeiro a abril de 2022 chegou a US$ 3,985 bilhões, quase 40% abaixo do mesmo período de 2021, embora o número de transações tenha sido 1,7% maior, com 117.

Apesar dos resultados mais fracos, a analista de negócios e pesquisa do TTR, Marcela Chacón, disse à BNamericas que vários pontos positivos persistem, como as aquisições estrangeiras de imóveis para tecnologia e internet, que aumentaram 42% de janeiro a abril em relação ao ano anterior.

“O ambiente de fusões e aquisições foi impactado pela guerra entre Rússia e Ucrânia, a crise do abastecimento e os efeitos da inflação, bem como a volatilidade dos mercados. Ainda assim, a atividade transacional continua em movimento, e alguns investidores que têm boa musculatura financeira aproveitaram essa oportunidade para expandir a atuação em mercados estratégicos”, afirmou Chacón em entrevista.

Ela acrescentou que também é “interessante ver que as transações de aquisição de ativos (AA) aumentaram ao longo do ano”, com o TTR registrando 21 transações do tipo nos primeiros quatro meses de 2022, com valor de US$ 326 milhões, o que reflete um aumento de 11% no número de transações.

Chacón acrescentou que transações oportunistas geralmente ocorrem durante períodos de hiperinflação, realizadas por empresas com a sorte de contar com uma base financeira forte quando o IPC começa a acelerar.

“Não só no México, mas, em geral, no mundo todo”, disse ela, acrescentando que grandes investidores aplicam essa estratégia para investir em bens e ativos e preservar suas estratégias de longo prazo.

“No entanto, as crises de abastecimento na China e o ambiente incerto derivado da guerra na Ucrânia podem desacelerar, em certa medida, o número de operações que foram realizadas em períodos anteriores”, avaliou ela.

Olhando para o futuro, a analista aponta que o TTR observa que “grandes empresas sediadas nos EUA agora estão interessadas no México como um polo de fabricação menos complicado neste momento”.

Ela acrescentou que os EUA são o país de origem do maior número de operações de entrada para o México, com 37 transações de janeiro a abril. A segunda maior origem foi o Chile, com 5 acordos de entrada para o México no período.

“Isso é positivo para o país, não só para 2022, mas para o mercado em longo prazo”, acrescentou.

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