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Piemonte dobra o plano de ‘federação’ de datacenter brasileiro

Bnamericas Publicado: terça-feira, 26 abril, 2022
Piemonte dobra o plano de ‘federação’ de datacenter brasileiro

A Piemonte Holding, matriz da empresa brasileira de datacenter Elea Digital, está dobrando sua estratégia de criar uma “federação” de datacenters metropolitanos no país, aumentando os investimentos e trazendo novos executivos do setor para seu conselho.

A Elea Digital trouxe Tesh Durvasula, ex-CEO da CyrusOne, e Guy Willner, ex-CEO e fundador da IXEurope, para se juntarem ao seu conselho.

“É importante, é uma verificação dupla para nossa estratégia, que eles tenham aceitado fazer parte de nossa equipe executiva. Ambos têm experiência na criação de federações de datacenter em outros mercados, como os EUA ou o Reino Unido”, disse o CEO da Piemonte, Alessandro Lombardi, à BNamericas.

Segundo Lombardi, a Elea Digital se inspirou no formato de desenvolvimento de datacenters em áreas metropolitanas da União Europeia e dos EUA, impulsionada por executivos como Durvasula e Willner.

Durante oito anos na CyrusOne, Durvasula viu a receita da empresa crescer cinco vezes, tornando-se o maior REIT de capital aberto nos EUA. A CyrusOne foi vendida no mês passado por US$ 15 bilhões para fundos administrados pela KKR e GIP (Global Infrastructure Partners), no que é relatado como o maior negócio de datacenter da história.

Willner co-fundou em 1998 a IXEurope, uma empresa que, vendida para a Equinix em 2007, cresceu mais de dez vezes em receita e se tornou a maior plataforma europeia de datacenter. Desde então, Willner se aventurou em vários mercados em desenvolvimento, inclusive na África e na Europa Oriental.

EXPANSÃO

A Elea possui seis datacenters no Brasil. A visão da federação para o país, segundo Lombardi, é uma rede de 10 a 12 sites nas principais regiões metropolitanas do Brasil. Chegar lá significará tanto a aquisição de datacenters existentes quanto a construção de novos sites.

A estratégia da empresa é apostar em instalações menores, quando comparadas aos hiperescaladores, mas geograficamente distribuídas no território e atendendo clientes-chave.

A empresa tem 75 clientes ativos e 15 MW de capacidade total de energia instalada para seus datacenters existentes, disse o CEO. Os datacenters da Elea cobrem um total de 7.600 m2 e têm capacidade para armazenar 3.300 racks.

Cinco dos seis datacenters foram adquiridos da operadora brasileira de telecomunicações Oi em 2020 por 325 milhões de reais (atualmente US$ 66,7 milhões) como parte do processo de alienação de ativos desta última. O sexto foi comprado da gigante de mídia brasileira Globo, por uma quantia não revelada, em 2021.

Os datacenters estão localizados em Brasília (dois), Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo.

Lombardi agora tem como meta a expansão para Minas Gerais e para a região nordeste do Brasil. “Eventualmente, mesmo fora do país”, disse ele, sem estipular onde, na América Latina.

Embora mantidos em bom estado pelos antigos proprietários, os sites adquiridos precisavam ser modernizados, padronizados e atualizados, por exemplo, para receber a certificação nível III do Uptime Institute.

No ano passado, a Goldman Sachs, por meio de sua unidade Goldman Sachs Asset Management, assinou um contrato de crédito com a Elea Digital, em grande parte para fazer exatamente isso.

Segundo Lombardi, esse processo de modernização já está 70% concluído e ele espera concluir as obras de modernização até o final do ano. Os projetos incluem a melhoria da eficiência de energia, água e emissões de carbono dos locais.

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Lombardi preferiu não detalhar os investimentos previstos para este ano, mas disse que devem ser maiores, principalmente do ponto de vista orgânico, em novos projetos, do que os R$ 1,2 bilhão investidos no ano passado.

“Estamos crescendo muito bem. O foco é expandir os ativos que temos, aumentar a capacidade nas regiões metropolitanas onde já estamos localizados e entrar em novas regiões e mercados.”

 

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