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Planos da DigitalBridge na América Latina incluem expansões de small cells e novas M&As de torres

Bnamericas Publicado: sexta-feira, 04 novembro, 2022
Planos da DigitalBridge na América Latina incluem expansões de small cells e novas M&As de torres

O fundo de infraestrutura digital dos EUA DigitalBridge, cujo portfólio na América LAtina inclui torres de telecomunicações, datacenters e também fibra, está identificando oportunidades saudáveis na futura expansão de small cells em mercados regionais selecionados, como Colômbia e Chile.

O grupo também está mapeando o mercado para possíveis novas fusões e aquisições no segmento de torres de celular, bem como expansões com construções próprias, em especial nos países que mais crescem na região, como o Brasil.

“Começamos a ver um aumento no capex de small cells no final deste ano. Há uma série de novos pedidos para diferentes desenvolvimentos em cidades por todas as operadoras. As operadoras de small cells têm feito muitas execuções próprias nos últimos dois anos. Não achamos que isso faça sentido para elas daqui para frente”, disse o CEO Marc Ganzi a investidores em uma teleconferência de resultados.

A DigitalBridge está construindo small cells em Santiago, no Chile, e Bogotá, na Colômbia, na América Latina, bem como em Londres e nos Estados Unidos, onde todas as quatro operadoras estão investindo em small cells externas, destacou Ganzi.

De acordo com o executivo, diante dos ventos macroeconômicos favoráveis, com capex e liquidez restritos e taxas de juros em alta, haverá uma pressão contínua das telcos para apostar na terceirização.

Apesar das perspectivas positivas nesse nicho específico, no entanto, a DigitalBridge só vê a explosão das small cells em 2024 ou 2025.

“As small cells são difíceis. É preciso ter o controle de diversos aspectos no balanço. É demorado, trabalhoso e, portanto, estamos vendo um aumento no backlog externo, principalmente da Freshwave, que é nosso negócio europeu, e aqui nos EUA. Estamos realmente otimistas em relação às small cells em longo prazo”, apontou Ganzi.

Ele acrescentou que o Brasil provou ser um mercado muito forte para a empresa e que continuará investindo pesado no país de maneira inorgânica, por meio de fusões e aquisições, além de organicamente.

A subsidiária brasileira de torres da DigitalBridge, Highline, adquiriu recentemente um novo conjunto de torres das operadoras locais Algar Telecom e Oi. Rivais como a SBA também fizeram aquisições no país.

“Em termos de crescimento orgânico, [o Brasil] é, na verdade, o segundo mercado de crescimento orgânico mais rápido para nós, com 10% de crescimento orgânico este ano. Estamos muito satisfeitos com o que está acontecendo no Brasil. Estamos vendo muitas boas oportunidades de M&A, muito crescimento orgânico.”

DATACENTERS

No segmento de datacenters, o CEO disse que as reservas da Scala aumentaram mais de 166% ano a ano no terceiro trimestre de 2022, superando as reservas de datacenter da DigitalBridge na Ásia (aumento de 60% ano a ano) e América do Norte (aumento de 128%), atrás apenas da Europa (220%).

Sobre as perspectivas de computação de borda, segundo Ganzi, o pipeline está progredindo.

“Essa ideia de colocar datacenters altamente interconectados na borda é onde você deve se concentrar”, embora não tenha revelado informações específicas sobre as operações na América Latina.

A DigitalBridge tem apostado em uma maior diversificação do seu portfólio de infraestrutura de telecomunicações e em uma maior abrangência geográfica, inclusive através de empresas originalmente estabelecidas em um mercado específico, como Scala ou Highline no Brasil.

Em entrevista à BNamericas em setembro, Bernardo Vargas Gibsone, novo diretor administrativo e chefe da DigitalBridge para a América Latina, disse que a empresa estava “avaliando” alternativas no Uruguai.

“O Uruguai é um país menor, mas também tem uma alta renda per capita e queremos ver como apoiar esse país em termos de infraestrutura”, afirmou na época.

O executivo também destacou o Equador como um país para o qual o grupo estava começando a olhar. Outros novos mercados de interesse em termos de oportunidades, ainda que limitados por ambientes macroeconômicos e políticos, são Argentina e Venezuela.

OPERAÇÃO E FINANCIAMENTO

A DigitalBridge informou que terminou setembro com mais de 30 mil sites de torre ativos, 100 datacenters, 135 mil milhas de rota de rede de fibra, 100 instalações de borda e 95 mil nós de small cells.

De acordo com os executivos da empresa, a DigitalBridge tem uma boa liquidez geral e busca diferentes fontes de financiamento para suas operações, inclusive multilaterais.

Na América Latina, em particular, o grupo agora está em contato com o Fundo da OPEP para o desenvolvimento internacional, revelou Ganzi.

O Fundo da OPEP é uma instituição multilateral de financiamento ao desenvolvimento criada em 1976. Os 12 países membros do grupo são: Argélia, Equador, Gabão, Indonésia, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Venezuela.

As conversas com a OPEP citadas por Ganzi, portanto, coincidem com as referências específicas de Bernardo Gibsone às oportunidades de investimento que estão sendo avaliadas no Equador e na Venezuela.

Atualmente, o portfólio latino-americano do grupo inclui as empresas de torres Mexico Telecom Partners (MTP), Andean Telecom Partners (ATP) e Highline, além da empresa de datacenter Scala e da empresa de banda larga de fibra Mundo.

A Scala tinha quatro datacenters de hiperescala em operação e outros três em desenvolvimento na América Latina, conforme divulgado pela DigitalBridge em junho.

A empresa de torres Mexican Telecom Partners (MTP), por sua vez, tinha 2.700 sites ativos e 3.100 sites totais naquele mês, enquanto a ATP tinha 3.500 sites ativos e 39.700 no total. A Highline, por sua vez, registrou 5.000 sites ativos e 5.500 no total.

De acordo com a DigitalBridge, “sites ativos” representam sites próprios e outros que geram receita, enquanto “sites totais” incluem outros sites em que a empresa tem direitos de comercialização/gerenciamento. Para a DigitalBridge, “sites totais” também incluem determinados micro datacenters e sites de IoT.

A Mundo, com sede no Chile, uma das mais novas aquisições do grupo na região, tinha cerca de 3,4 milhões de casas passadas com fibra e 707 mil assinantes em junho.

A Zayo, que embora não seja um ativo latino-americano, tem investimentos no México e no Brasil e mais de 137 mil milhas de fibra implantadas em cerca de 400 mercados.

A DigitalBridge conta com mais de US$ 48 bilhões em ativos e um portfólio de 26 empresas.

Em termos de tipos de ativos, o portfólio total de investimentos é dividido mais ou menos igualmente entre datacenters (30% do total), fibra (30%) e torres (30%), com small cells respondendo por 10%.

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