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Restrições a caminhões dificultam operações no porto peruano de Callao

Bnamericas Publicado: terça-feira, 23 agosto, 2022

O município provincial de Callao, onde está localizado o porto mais movimentado do Peru, aprovou um regulamento que limita a circulação do transporte de carga. Embora o mês de julho e as primeiras semanas de agosto tenham sido uma “marcha branca”, a medida agora entra em vigor. 

Vários sindicatos se manifestaram contra a medida, apontando que ela visa arrecadar dinheiro e não aborda o problema subjacente: descentralizar a logística concentrada em Callao e aproveitar outros portos. 

O golpe será visto nos preços da cesta básica, tendo em vista que muitos insumos chegam pelo referido porto. Enquanto a inflação dos últimos 12 meses foi de 8,74% em julho, a inflação da categoria alimentos e bebidas ficou em 11,59%, segundo o Banco Central do Peru. 

O IMPACTO 

Para a empresa de comércio exterior ComexPerú, a medida faz com que o transporte acabe se aglomerando, causando mais congestionamento e insegurança. “Ao colocar intervalos de tempo você pode perder o barco ou simplesmente não esperar. A cadeia de suprimentos, prazos de entrega e pedidos estão quebrados”, disse Xavier Montes, gerente de facilitação comercial, à BNamericas. 

No caso de caminhões de maior tonelagem, o uso do porto será das 22h às 6h. Segundo Montes, cerca de 3,8 mil caminhões circulam por dia em Callao. “Para cada dia de atraso de um navio, as perdas diárias chegam a US$ 200 mil para uma empresa que comercializa milho e óleo”, acrescentou Montes. 

Atualmente, os caminhões de contêineres esperam entre 12 e 14 horas para entrar no porto. 

LEGALIDADE 

Embora a medida tenha sido aprovada, Montes questiona sua legalidade. 

“Há um relatório do Ministério dos Transportes que estudou o caso e concluiu que o município de Callao transgrediu seus poderes. Já houve uma reunião com representante dos legislativos locais e eles estão avaliando a revogação da norma”, comentou. 

A Associação dos Exportadores (ADEX) também se manifestou contra a medida e enviou uma carta ao prefeito provincial de Callao solicitando que a revise. 

PLANO DE INFRAESTRUTURA 

Empresas portuárias e sindicatos aguardam a atualização do Plano Nacional de Infraestrutura para Competitividade (PNIC) para ver quais projetos serão prioritários nos próximos meses. O PNIC tem feito progressos lentos – execução de 20% em três anos –, e entre os projetos que ainda não foram iniciados está o porto externo de Callao. 

Esta última será uma obra pública, com um orçamento inicial de US$ 12 milhões. O contratante ainda não foi selecionado. “É um terreno muito grande que a Marinha do Peru está cedendo para que os caminhões possam esperar. O caos atual, juntamente com as novas limitações, podem ser resolvidos com este projeto”, concluiu Montes. 

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