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Uma solução com ganhos mútuos para a rede elétrica do Chile e os produtores de combustíveis sustentáveis?

Bnamericas Publicado: segunda-feira, 21 novembro, 2022
Uma solução com ganhos mútuos para a rede elétrica do Chile e os produtores de combustíveis sustentáveis?

Em vez de ser descartada durante os periodos em que a oferta supera a demanda e a rede elétrica fica sobrecarregada, a eletricidade de usinas renováveis da região norte do Chile, rica em recursos energéticos, pode ser usada em determinados momentos do dia para a produção de amônia verde, apurou a BNamericas.

O Chile, assim como outros países com parques de energia renovável em expansão, enfrenta o desafio de gerenciar com eficiência os picos diários na produção de energia limpa e resolver os problemas de desconexão.

A construção de infraestrutura de transmissão é um pilar central da solução geral para uma nação que gradualmente desativa sua frota de usinas movidas a carvão, mas existe um espaço – e, em certos casos, a necessidade – para o equilíbrio de soluções, bem como para compradores locais que possam adquirir energia durante os períodos em que há excesso.

Entre eles estão os produtores de hidrogênio verde e derivados como a amônia verde, feita pela combinação do hidrogênio verde com o nitrogênio. Possíveis casos de uso incluem as aplicações como combustível para motores e matéria-prima para produtores de fertilizantes.

“Nosso modelo de negócios, e nossa política, é produzir produtos verdes de maneira intermitente para que o uso e a demanda de energia renovável estejam em sinergia com a produção”, disse Joel Moser, CEO da First Ammonia, desenvolvedora de projetos de transição energética com sede nos EUA.

“Outros podem usá-la diretamente como eletricidade – esse é o seu maior e melhor uso. Quando houver demanda insuficiente para a geração de energia renovável, os períodos de baixa, seremos os compradores.”

Pioneira no setor, a empresa está desenvolvendo na Alemanha o que provavelmente será a primeira planta modular em escala comercial do mundo a produzir amônia verde a partir de energia renovável intermitente.

Essa unidade inaugural – que deverá ser seguida por outras em todo o mundo – está programada para se tornar totalmente operacional no primeiro trimestre de 2025 como parte de uma frota eventual de 5 GW.

A First Ammonia, cuja afiliada First Ammonia Motors está trabalhando em paralelo para desenvolver o primeiro motor de combustão que funcione 100% com amônia, tem a América Latina em seu radar, segundo Moser, que também é professor da Columbia University, em Nova York, onde leciona na área de infraestrutura internacional.

Na América Latina, a indústria chilena de hidrogênio verde e derivados é a mais avançada, mas ainda está em fase nascente. Ela deve ganhar força nos próximos anos, começando com o comissionamento de usinas em escala de megawatts visando o consumo doméstico, seguidas por complexos de exportação em escala de gigawatts a partir da metade da década.

Em paralelo, o parque renovável do Chile está em expansão. Um fator importante é uma iniciativa do setor privado para retirar de funcionamento cerca de 5 GW de capacidade a carvão até 2040, que deverá exigir cerca de US$ 30 bilhões em gastos com 15 GW de geração limpa para substituição, capacidade de armazenamento e infraestrutura de transmissão.

Para saber mais sobre a First Ammonia e a opinião da companhia sobre as oportunidades na América Latina, leia a entrevista completa com Moser nesta sexta-feira.

Crédito da imagem: MOLEKUUL/SCIENCE PHOTO LIBRARY/AFP 

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