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Análise

Leilão de concessão da Codesa deve ter guerra de lances

Bnamericas Publicado: terça-feira, 29 março, 2022
Leilão de concessão da Codesa deve ter guerra de lances

O leilão de concessão da operadora portuária Codesa, no Espírito Santo, provavelmente será uma batalha entre dois fundos de investimento.

A Vinci Partners e a Quadra Capital registraram junto às autoridades governamentais interesse em participar do leilão, revelou à BNamericas uma fonte envolvida na organização do processo de concorrência sob condição de anonimato.

Os fundos de investimento demonstram interesse em ativos de infraestrutura como portos devido à confiança de que o país continuará com níveis robustos de comercialização de commodities.

“Toda infraestrutura associada a atividades ligadas a commodities, como portos, ferrovias e algumas rodovias, atrai o interesse de fundos. O Brasil é uma potência mundial em termos de diversas commodities, e isso vai continuar por muitos anos, independentemente do cenário nacional e de crises globais”, disse Clovis Meurer, fundador da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), à BNamericas.

O leilão está marcado para ocorrer na bolsa de valores de São Paulo em 30 de março. A empresa vencedora deverá investir R$ 335 milhões (US$ 74 milhões) e gastar R$ 1 bilhão em despesas operacionais.

A vencedora será a empresa que oferecer a maior taxa ao governo.

O contrato de 35 anos inclui a administração do porto e a operação indireta das instalações portuárias de Vitória e Barra do Riacho. Ele pode ser prorrogado por cinco anos se forem necessários investimentos adicionais.

O governo planeja usar a Codesa como referência para outras concessões do setor este ano, incluindo o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, e o Porto de São Sebastião e a Santos Port Authority (SPA), em São Paulo.

A concessão da SPA é a mais esperada, já que a empresa opera o porto mais movimentado da América do Sul.

No entanto, a agenda movimentada de concessões de autoridades portuárias acionou alguns sinais de alerta.

“Não sou contra o modelo de concessões, mas acho que os ativos deveriam ser oferecidos de modo mais gradual, com mais tempo entre eles. O modelo de concessão portuária não é comum no mundo, então precisamos construir uma curva de aprendizado e aprender com os erros que vão surgir nos contratos de concessão”, avaliou Fabrizio Pierdomenico, especialista do setor portuário da Agência Porto Consultoria, em entrevista à BNamericas.

“Por melhores que sejam os modelos, só teremos uma visão real dos problemas quando os contratos estiverem em vigor”, acrescentou.

TERMINAIS PORTUÁRIOS

Separadamente, a autoridade portuária federal Antaq realizará um leilão para oferecer o arrendamento de três terminais portuários, que devem gerar investimentos combinados de aproximadamente R$ 954 milhões.

De acordo com a Antaq, a agência recebeu a documentação das empresas que participarão do leilão.

“A documentação se constitui em declarações preliminares, documentos de representação, garantia de proposta e proposta pelo arrendamento”, disse a Antaq em um comunicado.

Um dos terminais é o STS11, no Porto de Santos. O terminal será utilizado para armazenamento e movimentação de granéis sólidos vegetais. Cerca de R$ 765 milhões devem ser investidos pelo futuro arrendatário para expandir a capacidade do terminal.

O segundo terminal é o SUA07, no Porto de Suape, em Pernambuco, que também é projetado para movimentar e armazenar granéis vegetais, além de minerais e carga geral. Estão previstos investimentos da ordem de R$ 59,8 milhões.

O governo também oferecerá o contrato de arrendamento do terminal de cargas PAR32, no Porto de Paranaguá, no estado do Paraná. O contrato de dez anos para o terminal de 6.651 m² deve gerar investimentos de R$ 129 milhões, incluindo despesas operacionais.

O governo ofereceu uma série de arrendamentos de terminais portuários nos últimos trimestres, em um esforço para aumentar o investimento do setor privado.

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