China e Chile
Análise

A mineração chilena entre a economia chinesa e a demanda global

Bnamericas Publicado: terça-feira, 31 janeiro, 2023
A mineração chilena entre a economia chinesa e a demanda global

A demanda global por cobre e lítio pode permitir que a indústria de mineração do Chile permaneça resiliente diante de alguma incerteza sobre a economia da China, o principal mercado de exportação do cobre chileno.

As mineradoras chinesas e chilenas continuam buscando maior cooperação, mas o crescimento de 4,3% projetado pelo Banco Mundial para a economia chinesa em 2023, após expansão de 3% em 2022 – longe das taxas ao redor de 7% da década passada –, pode não ser suficiente para sustentar a demanda por minérios nem a atual capacidade de Pequim de investir no exterior.

“A situação pode ser ainda pior para os gastos no exterior, já que as exportações da China estão caindo, enquanto as importações vão subir com a recuperação. Duvido que a China queira ter um déficit em conta corrente, devido ao dinheiro que sai da China para gastar em outro lugar”, disse Alicia Garcia-Herrero, economista-chefe do banco de investimentos da Ásia-Pacífico Natixis em uma postagem no LinkedIn.

Influenciando esse cenário está a queda de produtividade no gigante asiático – principalmente na construção –, a perda de riqueza das famílias chinesas devido a problemas no mercado imobiliário, a queda vertiginosa dos preços das casas e o envelhecimento da população, conforme conclui um relatório da Moody's, que alerta também para uma nova desaceleração da economia chinesa após 2024.

Tais fatores podem “desacelerar sua demanda por cobre e lítio, embora sejam compensados pela demanda global sustentada pelos metais usados em tecnologias de energia renovável, já que a China processa grande parte dos metais necessários para energia limpa globalmente”, explicou à BNamericas Deborah Tan, analista da Moody's.

No entanto, a desaceleração chinesa pode afetar as operações chilenas de mineração, já que a estatal Codelco vende cobre, molibdênio e outros subprodutos por meio da subsidiária Codelco Shanghai, que também atua como fornecedora de materiais para operações de mineração.

A Copper Partners Investment Company – veículo com sede nas Bermudas criado em 2006 pela Codelco, em conjunto com a Minmetals –, buscou garantir o fornecimento de cobre refinado para a China, mas o contrato de preço de venda fixo de 15 anos expirou em maio de 2021.

No ano passado, a demanda chinesa por cobre refinado atingiu 12,8 milhões de toneladas (Mt), o equivalente a 52% do consumo mundial, e este ano aumentará para 13 Mt, afirmou em novembro à mídia local o presidente do conselho de administração da Codelco, Máximo Pacheco.

Para se proteger contra possíveis reduções na demanda chinesa e aumentar suas vendas, a Codelco segue uma estratégia de diversificação para reduzir sua exposição à China e fortalecer seus negócios na Europa, América do Norte e Brasil.

A mineração de lítio deve ser menos afetada, já que a Tianqi Lithium – que detém 22% da chilena SQM – pretende aumentar sua participação, de acordo com um comunicado enviado em outubro à procuradoria econômica chilena FNE. No entanto, para ampliar seu investimento em SQM, a Tianqi exige que as restrições acordadas entre as duas partes em 2018 sejam flexibilizadas.

Em 2022, o mercado chinês de veículos elétricos aumentou a demanda global de lítio em 40%, de acordo com o relatório da SQM referente ao terceiro trimestre do ano passado.

A SQM começará a operar uma linha de hidróxido de lítio em sua planta de Sichuan, com a qual espera produzir 30 mil t/ano, e também espera alcançar um total de 180 mil toneladas de carbonato de lítio este ano.

Também em 2022 a empresa chinesa de eletromobilidade BYD Chile venceu uma licitação do Ministério de Mineração para uma participação de 80 mil toneladas na produção de lítio, com uma oferta de US$ 61 milhões, atualmente suspensa. A empresa continua a manifestar interesse em explorar o metal.

A China está envolvida em 1,5 mil operações de mineração, as quais produzem US$ 400 bilhões por ano, segundo dados do governo canadense.

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