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Empresas de satélite mostram cautela diante de condições adversas na América Latina

Bnamericas Publicado: terça-feira, 15 novembro, 2022
Empresas de satélite mostram cautela diante de condições adversas na América Latina

Apesar do contexto econômico desfavorável, operadoras de satélite veem oportunidades na América Latina e seguem fechando negócios.

“Vimos a piora das condições na África e na América Latina. Esses mercados continuam desafiadores, mas não mais desafiadores do que nos últimos anos”, disse o CEO da Telesat do Canadá, Daniel Goldberg, na última conferência com investidores da empresa.

Por sua vez, a Echostar, sediada nos Estados Unidos e que na América Latina opera com a marca Hughes, mencionou em comunicado que a base de assinantes de banda larga da região está sendo afetada por condições econômicas adversas, clientes mais seletivos e alocação de capacidade para aplicações de maior valor, como governo e empresas.

A Hughes encerrou setembro com cerca de 1,28 milhão de clientes, uma queda de 61 mil assinantes em relação ao final de junho.

“Nossa prioridade no mercado latino-americano é maximizar o desempenho de nossa capacidade”, disse o presidente da Hughes, Pradman Kaul, em conversa com investidores.

No entanto, os contratos estão surgindo na região. Nas apresentações de resultados, diversas operadoras de satélite destacaram os contratos assinados na América Latina nos últimos meses.

“Particularmente na América Latina estamos fazendo um bom trabalho em reformas e novos negócios”, disse Goldberg, que não deu detalhes sobre os negócios na região.

Kaul, da Hughes, destacou o desempenho do negócio empresarial brasileiro, que executou “novos pedidos significativos no terceiro trimestre”, incluindo a venda de equipamentos adicionais, a expansão dos serviços via satélite, um pedido de um banco para ampliar o escopo dos serviços para sua rede SD-WAN e um “novo acordo com uma grande empresa de engenharia para fornecer serviços de satélite gerenciados em 2 mil locais”.

Por sua vez, Adi Sfadia, presidente executivo interino da firma israelense Gilat Networks, destacou que durante o terceiro trimestre a presença na América Latina foi reforçada com “contratos relevantes no Peru e na Argentina”.

A empresa anunciou em outubro um acordo com a Sencinet para um projeto de conectividade para a Petrobras.

A espanhola Hispasat também informou um acordo com a Sencinet no México para estender seus contratos de conectividade corporativa e governamental até o final de 2024. O novo acordo também expande a capacidade contratada de satélites.

CONTRATOS COM EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES

Os contratos com empresas de telecomunicações se destacam nos resultados das operadoras de satélite. A maioria desses acordos está focada em backhaul via satélite para serviços móveis e provisão de internet.

“Estamos alocando capacidade adicional na banda Ka para expandir os serviços de backhaul celular no México”, disse Kaul.

No Brasil, a Hughes disse ter assinado um acordo com uma empresa de telecomunicações para operações de campo e manutenção da rede telefônica.

A operadora de satélites da Echostar também destacou um acordo com a Itellum para que este provedor de serviços de internet da Costa Rica use capacidade na banda Ka para oferecer internet em locais onde a infraestrutura terrestre não está disponível.

E a Gilat Networks destacou que foi selecionada pela empresa de serviços de atacado da espanhola Telefónica para fornecer banda larga nas áreas rurais da Argentina. Da mesma forma, anunciou um acordo com a Telefónica Global Solutions (TGS) para estender o backhaul celular 4G para operadoras rurais no “norte da América Latina”.

PROJETOS DO PRONATEL NO PERU

A Gilat é responsável pela construção de seis empreendimentos do programa Pronatel, financiados pelos fundos de universalização da Fitel. Trata-se de um contrato no valor total de US$ 550 milhões, dos quais US$ 350 milhões correspondem a receita de construção.

Do total de projetos concedidos à Gilat, quatro foram aprovados — três entraram em operação em 2019 e um em 2021 — e dois estão previstos para 2023.

A empresa espera atingir cerca de US$ 200 milhões em receitas operacionais nos próximos três anos. Para este ano, a expectativa é de receita recorrente de US$ 50 milhões.

RESULTADOS

Globalmente, a Echostar anunciou uma queda de 1,4% em sua receita consolidada no terceiro trimestre de 2022, para US$ 497 milhões, devido à queda nas receitas de serviços de banda larga e ao impacto da taxa de câmbio. Isso foi compensado por um aumento nas vendas de equipamentos para o setor corporativo. O lucro líquido totalizou US$ 19,6 milhões, US$ 10,7 milhões a menos que no terceiro trimestre de 2021.

As receitas da Telesat também caíram, 6% ano a ano, para C$ 180 milhões (US$ 136 milhões) no terceiro trimestre de 2022. A contração deveu-se principalmente a uma redução nas renovações de serviço com uma operadora de televisão por satélite (DTH) na América do Norte. A empresa perdeu C$ 229 milhões no trimestre.

A Gilat anunciou receita global de US$ 60,4 milhões no período, 21% a mais do que no terceiro trimestre de 2021. O lucro operacional (GAAP) foi de US$ 3,4 milhões, em comparação com quase US$ 800 mil no terceiro trimestre de 2021.

E a SES reportou receita de US$ 501 milhões e lucro líquido de US$ 97 milhões no terceiro trimestre de 2022, acima dos US$ 488 milhões e US$ 68 milhões no terceiro trimestre de 2021. Na América Latina, a empresa destacou seu serviço de distribuição de vídeos, que já atinge 44 milhões de lares.

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