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Estudos no México e na Guatemala mostram caminho para crescimento da produção de ouro

Bnamericas Publicado: quarta-feira, 29 junho, 2022
Estudos no México e na Guatemala mostram caminho para crescimento da produção de ouro

Algumas mineradoras estão visando o crescimento da produção de ouro no México e na Guatemala, após concluírem uma série de estudos técnicos no primeiro semestre.

As empresas divulgaram estudos de viabilidade, pré-viabilidade e econômicos em pelo menos quatro ativos de ouro nos países, os quais revelaram um potencial aumento de produção combinado de 592 mil oz/a (onças por ano) e envolvem capex total de US$ 1,5 bilhão.

Todos os projetos devem começar a produção até o final de 2024.

Os estudos vêm em um momento positivo para o setor, que busca colher os frutos dos preços do ouro – em alta nos últimos 24 meses.

PRINCIPAIS ESTUDOS TÉCNICOS DE OURO DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2022

1. Torex Gold: Media Luna, México

Estudo: Viabilidade

Capex: US$ 848 milhões

Produção de ouro: 280.000 oz/a

Meta: 2024

O estudo de viabilidade para Media Luna, da Torex Gold, abriu caminho para a aprovação do projeto pelo conselho no final de março, mas com um aumento acentuado no capex.

O estudo fixou o capex total não sustentável em US$ 848 milhões, em comparação com as estimativas anteriores, de cerca de US$ 496 milhões.

Media Luna será uma mina subterrânea de 7,5 mil t/d (toneladas por dia), localizada a cerca de 7 km da infraestrutura da mina El Limón-Guajes (ELG) da Torex, na mesma propriedade em Morelos, no estado de Guerrero.

O projeto estenderá as operações por mais 8,25 anos, produzindo 1,96 Moz (milhões de onças) de ouro, 14,9 Moz de prata e 405 Mlb (184 mil toneladas) de cobre, ao longo da vida útil da mina.

A taxa interna de retorno (TIR) pós-impostos é de 16,1%, aos preços de US$ 1.600/oz de ouro, US$ 21/oz de prata e US$ 3,50/lb de cobre.

O projeto será financiado parcialmente com fluxo de caixa da mina ELG, enquanto a Torex está avaliando o financiamento da dívida entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões.

“Vemos uma oportunidade significativa para melhorar o retorno geral do projeto Media Luna, preenchendo a usina após 2027 e estendendo sua vida útil geral além do que está implícito nas reservas”, afirmou o CEO Jody Kuzenko na época.

A produção do complexo de Morelos – combinando Media Luna e ELG – é esperada em 280 mil oz/a de ouro, 1,33 Moz/a de prata e 34,8 Mlb/a de cobre.

2. Bluestone Resources: Cerro Blanco, Guatemala

Estudo: Viabilidade

Capex: US$ 572 milhões

Produção de ouro: 241.000 oz/a

Meta: 2024

A Bluestone comunicou que seu estudo de viabilidade de Cerro Blanco demonstra uma operação de ouro robusta, de retorno rápido e de baixo custo na Guatemala.

O estudo de fevereiro mostrou uma produção de cerca de 2,6 Moz de ouro e 10,6 Moz de prata ao longo de uma vida inicial de 14 anos, com uma média de 241 mil oz/a de ouro nos primeiros 10 anos.

Os custos médios de manutenção all-in da vida útil da mina são estimados em US$ 629/oz, colocando Cerro Blanco no quartil de custo mais baixo, com o projeto entregando TIR pós-impostos de 30% a US$ 1.600/oz de ouro e US$ 20/oz prata.

A Bluestone espera receber a aprovação de uma alteração de licença ambiental este ano, que será seguida por uma licença de construção e licenças florestais, disse a empresa em junho.

Ela também ajustará as atividades do projeto para preservar o capital até que a alteração da permissão seja aprovada, conforme explicou seu CEO, Jack Lundin.

3. Sonoro Gold: Cerro Caliche, México

Estudo: Econômico preliminar (PEA)

Capex: US$ 26 milhões

Produção: 45.000 oz/a de ouro equivalente

Meta: 2023

O PEA atualizado da Sonoro identificou oportunidades para aumentar a economia e reduzir os riscos em Cerro Caliche, no estado de Sonora, usando um plano otimizado de mina.

O plano é construir uma mina a céu aberto com capacidade de 8 mil t/d, a qual será expandida para 15 mil t/d no terceiro ano.

O resultado é uma queda significativa no capex inicial em comparação com o PEA original de 2021, indo para US$ 26 milhões ante os US$ 32,2 milhões anteriores, com a TIR pós-imposto subindo para 45,6%, contra 32,4%.

A produção equivalente de ouro é estimada em 45 mil oz/a ao longo de uma vida útil de sete anos – um aumento de 6,5% em relação ao estudo original. O estudo foi baseado na mesma estimativa de recursos minerais do PEA inicial de 2021.

“O PEA atualizado novamente destaca o valor intrínseco do projeto Cerro Caliche, e continuamos a avaliar as opções para potencialmente melhorar ainda mais a viabilidade econômica do projeto, como o aluguel de equipamentos de grande custo de capital”, disse o presidente da Sonoro, John Darch.

O estudo não inclui resultados de uma campanha de perfuração que começou em novembro, o qual poderia aumentar o tamanho do recurso e melhorar a economia, acrescentou ele.

A Sonoro está planejando concluir a construção e o comissionamento em Cerro Caliche por volta de julho de 2023, com o licenciamento esperado para este ano, de acordo com uma apresentação da empresa.

4. Altaley Mining: Tahuehueto, México

Estudo: Pré-viabilidade

Capex: US$ 56,9 milhões

Produção de ouro: 26 mil oz/a

Meta: 2022

A Altaley divulgou em março os resultados de um estudo de pré-viabilidade atualizado em seu ativo de ouro Tahuehueto, no estado mexicano de Durango. Ele se baseia em outro estudo, de 2017, o qual aumenta o rendimento para mil t/d, ante 790 t/d originalmente.

Espera-se que Tahuehueto produza 279.359 onças de ouro ao longo de uma vida útil de 9 a 10 anos, juntamente com subprodutos de chumbo, zinco, prata e cobre.

A taxa interna de retorno é estimada em 45%.

O comissionamento estava em andamento usando um moinho de bolas com capacidade de 500 t/d em maio, com um segundo sendo instalado nos próximos meses para trazer a capacidade total de processamento para mil t/d até o final de 2022, afirmou o CEO Ralph Shearing à BNamericas no mês passado.

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