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Mineradoras se preparam para confronto sobre mineração a céu aberto no México

Bnamericas Publicado: quarta-feira, 05 outubro, 2022
Mineradoras se preparam para confronto sobre mineração a céu aberto no México

As mineradoras estão caminhando para um confronto de licenciamento com as autoridades mexicanas, com uma série de novos pedidos pendentes para projetos a céu aberto, que a Secretaria do Meio Ambiente (Semarnat) prometeu bloquear.

A pasta reafirmou um compromisso anterior de não aprovar novas minas a céu aberto em maio, alegando que a medida visa proteger as comunidades e a vida selvagem de possíveis impactos ambientais.

“O governo mexicano mantém seu compromisso de não aprovar novas licenças para mineração a céu aberto devido à grande quantidade de licenças de exploração concedidas [em administrações anteriores]”, disse a Semarnat. 

“Com isso, ratificamos nosso compromisso com a vida, a saúde e a ecologia, em benefício das nossas comunidades e da saúde dos nossos ecossistemas.”

PEDIDOS DE PERMISSÃO

Apesar dessa promessa, as mineradoras apresentaram ou estão preparando pedidos de licença para pelo menos sete projetos a céu aberto no país, desde pequenos empreendimentos até um megaprojeto multibilionário.

No topo da lista, a Southern Copper planeja apresentar um pedido para o projeto El Arco, de US$ 2,9 bilhões, que deverá produzir 190.000 t/ano de cobre e 105.000 onças/ano de ouro, com a primeira produção estimada para 2028.

“A empresa iniciou o estudo de linha de base e está revisando a análise de engenharia básica para solicitar a licença de impacto ambiental”, informou em seu relatório de MD&A do segundo trimestre.

A Teck Resources e sua nova parceira de joint venture 50:50 Agnico Eagle Mines também estão visando uma licença ambiental para o projeto de cobre e zinco San Nicolás, avaliado em US$ 842 milhões.

“Um plano detalhado para concluir um estudo de viabilidade, permissão e envolvimento da comunidade foi desenvolvido, e os trabalhos iniciais estão em andamento desde janeiro de 2022”, disseram as empresas em um comunicado de setembro.

As projeções da Teck no ano passado planejavam a apresentação do estudo de impacto ambiental para o final de 2021, com a aprovação estimada para o final de 2022, para abrir o caminho para a construção e a primeira produção no início de 2026.

Em uma escala menor, a Sonoro Gold apresentou um pedido de licença ambiental para seu projeto de ouro Cerro Caliche, de US$ 26 milhões (foto), em maio.

A Sonoro espera receber a aprovação no segundo semestre de 2022, de acordo com uma apresentação de julho.

A Minera Alamos também planeja apresentar pedidos de licença para seu projeto de ouro Cerro de Oro, com valor de US$ 28,1 milhões, após concluir a avaliação econômica preliminar esta semana.

“A empresa pretende avançar nos esforços relacionados à solicitação desses documentos antes que a decisão de desenvolver o projeto seja tomada”, declarou a companhia.

O CEO da Zacatecas Silver, Bryan Slusarchuk, disse à BNamericas que planeja enviar um pedido ambiental para o projeto de ouro Esperanza, adquirido recentemente, até o final de 2022, apesar da oposição pública ao projeto por parte da Semarnat.

“Em última análise, o impacto ambiental do projeto será determinado pelo procedimento de avaliação de impacto ambiental [licenciamento ambiental] estabelecido pela lei de mineração mexicana”, disse ele.

A Chesapeake Gold planeja enviar pedidos de licença para seu projeto de ouro Metates, de US$ 359 milhões, após a conclusão de um estudo de pré-viabilidade.

O CEO Alan Pangbourne disse anteriormente à BNamericas que a empresa pretende obter a primeira produção em 2025, mas isso dependerá do processo de permissão.

“Em geral, no México tenho a impressão de que, se você fizer tudo certo, conseguirá obter suas licenças”, acrescentou.

A Discovery Silver está visando o recebimento de licenças de construção para seu projeto de prata primária Cordero, de US$ 368 milhões, no início de 2024, de acordo com uma apresentação de setembro.

MUDANÇA PARA MINAS SUBTERRÂNEAS

GoGold Resources, Orla Mining e Endeavor Silver revelaram que estão avaliando a adoção de operações subterrâneas em projetos anteriormente previstos como minas a céu aberto (Los Rico South, Camino Rojo e Pitarrilla, respectivamente).

Essa mudança se deve em parte a uma possibilidade de haver um processo de licenciamento mais rígido para ativos a céu aberto.

“Acreditamos que [garantir licenças ambientais para operações subterrâneas] é algo mais provável, com base nos preços dos metais e no clima político no México. O país é uma grande jurisdição de mineração, mas a mineração subterrânea é vista de maneira mais favorável do que a mineração a céu aberto, não só no México, mas no mundo todo”, apontou o CEO da Endeavor, Dan Dickson, à BNamericas no mês passado.

HISTÓRICO

A administração do presidente Andrés López Obrador (AMLO), do partido Morena, bloqueou quatro projetos de mineração a céu aberto – Los Cardones, do Invecture Group, San Antonio e Cerro del Gallo, da Argonaut Gold, e Ixtaca (Tuligtic), da Almaden Minerals. Todos eles são ativos de ouro.

No entanto, as licenças ambientais para a mina de ouro em óxido Camino Rojo, da Orla, e o projeto de cobre Pilares, de US$ 159 milhões, da Southern Copper, estão garantidas desde o início de 2019.

A Semarnat aprovou um pedido de licença para o ativo de ouro, cobre e prata Media Luna, da Torex Gold, avaliado em US$ 848 milhões, esta semana, mas o projeto está planejado como uma operação subterrânea.

A Endeavor Silver também está aguardando uma decisão sobre um pedido de licença para seu projeto subterrâneo de prata Terronera, de US$ 175 milhões.

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