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Setor privado é fundamental para superar o déficit de infraestrutura aeroportuária do México

Bnamericas Publicado: sexta-feira, 26 agosto, 2022
Setor privado é fundamental para superar o déficit de infraestrutura aeroportuária do México

Embora o governo mexicano tenha inaugurado um aeroporto este ano para atender o Vale do México, a participação do setor privado continua sendo fundamental para atender à crescente demanda, segundo um especialista.

Porém, para atrair investidores, o governo precisa oferecer segurança, disse Fernando Gómez Suárez (foto), analista de aeroportos e aviação e ex-assessor de coinvestimentos privados em cinco grandes aeroportos, em bate-papo com a BNamericas.

“Não dá para enganar o dinheiro, e ele precisa ter uma taxa de retorno, uma recuperação. Obviamente, todo investimento busca rentabilidade e, nesse sentido, ainda há muito a ser feito com o governo federal”, afirmou.

Ainda assim, de acordo com Gómez, existem várias propostas disponíveis que podem ajudar a reduzir a defasagem de infraestrutura, que, de acordo com um relatório de 2019 da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), está entre as mais amplas da região.

“Há muitos projetos propostos ou mencionados que seriam conduzidos com o setor privado. Até agora, nenhuma licitação foi lançada. Tivemos obras ou projetos anunciados, mas não foram executados”, lembrou Gómez.

Fonte: Cepal

Portfólio incerto

A falta de investimentos em aeroportos ganhou mais urgência no mês passado, quando um buraco na pista afetou mais de 30 voos no Aeroporto Internacional Benito Juárez (AICM), na Cidade do México, o mais importante do país. O presidente Andrés Manuel López Obrador (AMLO) culpou a falta de qualidade das obras e do planejamento da administração anterior e anunciou alguns investimentos para a modernização do terminal.

Embora algumas propostas menores tenham sido apresentadas, nenhum grande projeto envolvendo players privados foi confirmado.

Em março, o governo inaugurou o Aeroporto Internacional Felipe Ángeles (AIFA), de 84,9 bilhões de pesos (US$ 4 bilhões), na base militar de Santa Lucía, no Estado do México, mas a obra foi concluída sem a ajuda do setor privado pela Secretaria da Defesa (Sedena).

AMLO anunciou a construção de um aeroporto no polo turístico de Tulum, no estado de Quintana Roo, além das obras de expansão dos aeroportos de Palenque e Chetumal, nos estados de Chiapas e Quintana Roo. No entanto, ainda não ficou claro se o setor privado participará de alguma dessas iniciativas.

Esses três projetos “fazem parte de um pacote aeroportuário que o governo vai administrar ou que concedeu ao Exército por meio de uma empresa terceira”, disse o analista, citando a estatal Olmeca-Maya-Mexica, que será gerenciada por engenheiros militares.

Em 20 de agosto, AMLO anunciou que a Secretaria da Marinha (Semar) criará outra empresa para operar e administrar os aeroportos de Obregón e Guaymas, no estado de Sonora, além do porto de Guaymas, para o qual também foram anunciados planos de reabilitação.

Modelo ideal

Segundo Gómez, um modelo conhecido como “coinvestimento”, usado no passado para construir cinco aeroportos, poderia ser implementado para financiar novos projetos com participação do setor privado, mas depende da vontade do governo para atrair investidores.

“Os únicos projetos de investimento de sucesso foram gerados por coinvestimentos, que permitiram a criação de uma série de aeroportos melhores, como AICM, Toluca, Puerto Vallarta, Tijuana e Cancún”, apontou ele.

O modelo permitiu que os investidores alocassem “milhões de dólares e o governo federal fornecesse o terreno. Acabou sendo um sucesso porque todo o investimento veio do setor privado. Aqui não houve investimento do setor federal”, destacou Gómez.

Mas, independentemente do esquema de financiamento, o governo deve “oferecer condições adequadas”.

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