Leilão de reserva de capacidade transformará o mercado de gás do Brasil, avalia Petrobras
A contratação de 15,2GW de potência termelétrica a gás no segundo leilão de reserva de capacidade (LRCAP) do Brasil, realizado em março, transformará o mercado nacional, assegurando demanda para diferentes fontes de suprimento do combustível.
A avaliação é do gerente geral de comercialização de gás e energia da Petrobras, João Marcello Barreto.
"Estamos olhando para um outro mercado de gás no país, talvez ainda não tenhamos nos dado conta disso", disse Barreto durante o Argus Rio Crude Conference, na quarta-feira (20 de maio), no Rio de Janeiro.
Segundo o executivo, o leilão cria condições para ampliar a oferta de gás, incluindo suprimento da Bolívia e projetos de gás natural liquefeito (GNL), além do biometano, reduzindo a exposição do país a contratos spot de GNL.
Como referência, ele estima que, caso todas as térmicas a gás contratadas no certame sejam despachadas ao mesmo tempo, seu consumo poderá chegar a 90 milhões de m3/d (Mm3/d). Hoje, a demanda nacional é da ordem de 50Mm3/d.
Embora as chances de acionamento total sejam praticamente nulas – uma vez que se trata de reserva de capacidade –, a possibilidade de cada uma dessas usinas ser ativada dentro do período contratual, que varia entre dez e 15 anos, requer contratos de suprimento de longo prazo e o armazenamento em terminais de regaseificação ou em reservatórios subterrâneos, como prevê um projeto da Origem Energia, garantindo maior flexibilidade ao sistema.
A Petrobras vendeu 2,2GW no leilão, com oito usinas a gás existentes contratadas, o que representa uma potencial demanda adicional de 25 a 30Mm3/d.
O executivo afirmou que a Petrobras confia em uma solução para a homologação do resultado do leilão, que foi judicializado, e alertou para os riscos de atraso.
"Temos a demanda para necessidade de segurança energética. Esse LRCAP, de 2026, era para ter sido feito há alguns anos, foi postergado. Confiamos que teremos um resultado positivo", afirmou.
Segundo Barreto, os contratos vendidos para suprimento a partir de 2027 precisam começar a ser operacionalizados ainda este ano.
"A gente espera que os contratos sejam adjudicados, homologados, e que, a partir de agosto, já estejam rodando os contratos que foram vendidos a partir de 2027", disse.
Barreto afirmou ainda que o aumento da oferta nacional de gás reduziu a dependência brasileira do mercado internacional. No momento, a Petrobras avalia mecanismos para reduzir impactos de reajustes previstos para agosto nos contratos de gás, incluindo parcelamento, teto e piso de preços e combinações de indexadores.
O gerente comercial da Transportadora Associada de Gás (TAG), Henrique Amorim, defendeu a manutenção do LRCAP.
"À luz do transporte, estamos com apetite para atender aos investimentos, mas o tempo é curto", afirmou.
Segundo Amorim, os aportes necessários em infraestrutura de transporte de gás são relevantes e desafiadores diante do cronograma das novas térmicas previstas para 2028.
O gerente geral de trading da Eneva, Glauco Campos, alertou para os riscos de atrasos na implementação das usinas contratadas no leilão.
"É preciso pensar em qual será o impacto em 2028, 2029 e 2030 se as térmicas não forem colocadas de pé", alertou.
Segundo Campos, a companhia vinha realizando investimentos antes mesmo da realização do LRCAP por acreditar que há robustez para demanda termelétrica adicional no país.
A Eneva teve 3,6GW contratados no LRCAP, com investimentos previstos da ordem de R$18 bilhões.
(A versão original deste conteúdo foi redigida em português)
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