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Protestos de caminhoneiros devem diminuir nos próximos dias no Brasil

Bnamericas Publicado: quarta-feira, 02 novembro, 2022
Protestos de caminhoneiros devem diminuir nos próximos dias no Brasil

Greves de caminhoneiros que apoiam Jair Bolsonaro entraram em seu terceiro dia na quarta-feira (2), com bloqueios parciais de algumas rodovias.

No curto prazo, os protestos podem gerar novas pressões inflacionárias, mas não são esperadas grandes rupturas no próximo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Desde segunda-feira (31), horas após o resultado da eleição em que Lula derrotou Bolsonaro, caminhoneiros bloquearam algumas rodovias e estradas principais em grandes cidades em protesto contra o resultado.

De acordo com os números mais recentes divulgados pela Polícia Rodoviária Federal, ainda havia 178 bloqueios em 17 estados.

Qualquer sinal de greve dos caminhoneiros no Brasil é observado de perto após uma paralisação de 10 dias em 2018, em protesto contra o aumento do preço do diesel, a qual levou a grandes interrupções logísticas e econômicas e alimentou a inflação.

“Neste momento, as manifestações entre caminhoneiros parecem muito menores do que as de 2018, pois são apenas de um grupo de apoiadores mais radicais do presidente. Como este tipo de bloqueio causa transtornos à população, os apoiadores mais moderados do presidente tendem ficar contra”, disse à BNamericas o analista político da Hold Consultoria, André Pereira Cesar.

“A tendência é que esses protestos percam força nos próximos dias e não representem um problema maior para o próximo governo.”

As greves se espalharam na terça-feira (1), antes de Bolsonaro admitir a derrota.

Lula obteve 50,9% dos votos no segundo turnom contra 49,1% de Bolsonaro. A diferença de apenas 2,14 milhões de votos em um país com cerca de 150 milhões de eleitores aptos levantou temores de que partidários de Bolsonaro contestassem a eleição, já que o próprio presidente havia alertado na campanha que apenas a fraude o faria perder.

Na noite de terça-feira (1), Bolsonaro fez um pequeno discurso televisionado, dizendo que cumprirá a Constituição, o que foi entendido como um reconhecimento de sua derrota.

“Sempre fui acusado de ser contra a democracia e, ao contrário dos meus acusadores, sempre agi de acordo com a Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Como presidente e como cidadão, continuarei seguir todos os pontos da nossa constituição”, declarou Bolsonaro.

Além disso, Ciro Nogueira, chefe de gabinete de Bolsonaro, anunciou que o presidente autorizou o atual governo a abrir conversas com a equipe de Lula para fazer a transição.

Lula toma posse em 1º de janeiro para o que será seu terceiro mandato como presidente após cumprir dois mandatos entre 2003 e 2008.

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