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SBA Communications está otimista sobre o ambiente de negócios brasileiro sob Lula

Bnamericas Publicado: quarta-feira, 09 novembro, 2022
SBA Communications está otimista sobre o ambiente de negócios brasileiro sob Lula

A SBA Communications, com sede na Flórida, a segunda maior empresa de torres de telecomunicações em operação na América Latina, não espera quaisquer mudanças políticas significativas sob o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva que possam prejudicar seus negócios. 

“Acho que, para nós, continuará sendo um bom ambiente de negócios, sem muitas mudanças nas políticas”, disse o CEO Jeff Stoops aos investidores em uma teleconferência de resultados. 

“Todos nós sabemos que Lula está à esquerda de Bolsonaro, mas ele foi eleito por uma coalizão não apenas da esquerda, mas também de alguns da população mais de centro. Ao mesmo tempo, se Lula foi eleito presidente, o Congresso, na verdade, foi mais para a direita. Então, você vai ter um empate clássico entre o presidente e o Congresso, e o Congresso tem muito poder no Brasil”, disse. 

Em 30 de setembro, a SBA possuía ou operava 36.519 locais em 16 mercados nos EUA, América do Sul, América Central, Canadá, África do Sul, Filipinas e Tanzânia. 

Desse total, cerca de 30% (~10.900) estavam no Brasil, tornando-se o maior mercado da SBA fora dos EUA. Nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2022, a receita de locação de sites no Brasil foi de US$ 210 milhões, acima dos US$ 175 milhões no mesmo período de 2021. 

Em outubro, a SBA concluiu sua aquisição anunciada anteriormente de 2.632 sites do Grupo TorreSur (GTS) no Brasil por aproximadamente US$ 725 milhões em dinheiro. Esses sites do GTS adquiridos possuem 2,1 lojistas (clientes) por torre. 

Esta foi a segunda aquisição de torres do GTS pela SBA e deve aumentar o portfólio da SBA no país em mais de 25% para mais de 12.500 locais. 

“Acreditamos que há oportunidades de crescimento, principalmente com os recentes leilões de espectro 5G no Brasil como um impulsionador”, disse Stoops sobre o acordo do GTS. 

No início deste ano, a SBA também adquiriu um datacenter no Brasil da empresa local Matrix. 

No terceiro trimestre, a SBA construiu 113 torres globalmente e comprou outras 131 por US$ 54,9 milhões. A empresa também gastou US$ 9,1 milhões no trimestre para comprar terrenos e estender os prazos de arrendamento. 

Durante o trimestre, a SBA também concluiu a aquisição de 1.445 sites da Airtel Tanzania por US$ 176 milhões, e comprou ou está sob contrato para comprar 34 sites de comunicação por US$ 28,5 milhões em dinheiro, incluindo diferentes negócios que devem ser fechados até o final do primeiro trimestre de 2023. 

“Nossos resultados do terceiro trimestre ficaram bem à frente de nossas expectativas internas e nos permitiram aumentar novamente nossas perspectivas para os resultados do ano inteiro”, disse o CFO Brendan Cavanagh na teleconferência. 

A SBA agora tem como meta US$ 2,61 bilhões a US$ 2,63 bilhões em receitas totais para todo o ano de 2022, um aumento de cerca de US$ 23 milhões em relação à previsão anterior, dos quais cerca de US$ 2,32 bilhões virão do arrendamento de sites. 

A SBA também tem como meta até US$ 1,39 bilhão em capex em dinheiro discricionário. 

DESEMPENHO E CHURN 

A receita total da SBA no terceiro trimestre foi de US$ 676 milhões, um aumento de 14,6% ano a ano. A receita de locação de sites no trimestre foi de US$ 587 milhões, dos quais US$ 450 milhões nos EUA e US$ 138 milhões internacionalmente. 

Os três principais clientes da SBA são os grupos norte-americanos T-Mobile, AT&T Wireless e Verizon Wireless.

“A atividade de leasing internacional foi muito boa novamente, pois tivemos nosso melhor trimestre do ano em termos de novas receitas contratadas”, disse Cavanagh. 

“No Brasil, nosso maior mercado internacional, tivemos mais um trimestre muito forte. O crescimento orgânico da mesma torre no Brasil foi de 13,6% em moeda constante. Conforme previsto, o churn internacional permaneceu elevado no trimestre devido principalmente às consolidações de operadoras e à saída anunciada anteriormente da Digicel do Panamá”, acrescentou o CFO. 

A Digicel Panamá solicitou a liquidação voluntária de sua concessão no início de abril, após as autoridades aprovarem a aquisição da Cable & Wireless Panamá pela Claro (América Móvil). A Digicel afirmou que a mudança torna a concorrência impossível. 

Com seu “Panamexit”, a Digicel voltou todo seu foco para o Caribe e El Salvador. 

Espera-se que o churn também prejudique a SBA no Brasil. Lá, seu principal cliente de longa data, a Oi, vendeu sua operação móvel e ativos relacionados – incluindo antenas e contratos de torre – para Telefônica Brasil, Claro e TIM

Embora esses players também sejam clientes da SBA, eles planejam descomissionar uma alta proporção dos sites adquiridos da Oi para evitar sobreposições. 

A SBA prevê um churn de cerca de US$ 20 milhões-30 milhões associado à aquisição da Oi, mais aproximadamente US$ 3 milhões associados aos sites do GTS. 

“Iniciamos conversas com algumas das operadoras que estão absorvendo o negócio wireless da Oi para discutir possíveis acordos mutuamente benéficos e eficientes em torno da integração dessas redes”, disse Stoops. 

O CEO da TIM, Alberto Griselli, disse na terça-feira (8) que a empresa já está negociando os contratos da Oi e que espera conversas  “sem atrito” com as empresas de torres. A TIM planeja fechar 4.700 sites da Oi. 

Em setembro de 2021, somente a Oi respondia por 28,4% das receitas de locação de sites internacionais da SBA, enquanto a Telefónica (global) representava 14,7%, a América Móvil 13,6% e a TIM 7,3%. 

Um ano depois, devido à aquisição da Oi, essas ações eram de 4,0%, 18,6%, 18,8% e 17,2%, respectivamente. 

As operações da SBA na América Latina e os principais escritórios na região estão no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Panamá e Peru."

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