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Semicondutores e problemas de logística não devem atrapalhar novos lançamentos do 5G no Brasil

Bnamericas Publicado: quarta-feira, 30 novembro, 2022
Semicondutores e problemas de logística não devem atrapalhar novos lançamentos do 5G no Brasil

Após uma série de atrasos nas primeiras etapas do processo, a ativação das redes 5G comerciais na faixa de 3,5 GHz em todo o Brasil agora deverá ocorrer sem problemas.

É o que diz Leandro Guerra, chefe da EAF (Siga Antenado), entidade criada pelas telcos que venceram o leilão do espectro 5G do ano passado para fiscalizar os investimentos obrigatórios.

“Na primeira fase do projeto, nas capitais, tivemos duas prorrogações de prazo [de ativação] devido ao atraso na chegada dos filtros”, disse Guerra durante webinar promovido pela Conexis Brasil Digital, entidade que reúne as maiores telcos do país.

Filtros são necessários para proteger estações terrestres de satélites de interferências no sinal 5G e a possibilidade de prorrogação de prazo estava prevista no edital, segundo Guerra.

“A partir de agora, na fase 2, os equipamentos já foram adquiridos e estamos confiantes de que não teremos nenhum atraso”, acrescentou.

A fase 1 envolveu a ativação do serviço em todas as 26 capitais mais o Distrito Federal.

O lançamento nessas cidades foi adiado duas vezes devido a bloqueios referentes à Covid-19 na China, escassez de semicondutores, gargalos no transporte aéreo e atrasos no alfandegários, o que afetou a entrega do equipamento necessário para mitigar a possível interferência do sinal 5G nas transmissões de TV via satélite.

Apesar dos atrasos, Guerra pontuou que as teles conseguiram concluir a ativação em todas as capitais até o final de setembro, um mês antes do prazo final.

A próxima fase é a implantação do 5G em cidades com mais de 500 mil habitantes e em regiões metropolitanas

A Anatel deu recentemente sinal verde para a liberação, a partir de janeiro, da faixa de 3,5 GHz em 505 municípios com mais de 500 mil habitantes.

A aprovação não significa que o 5G estará disponível imediatamente em todas as localidades a partir de 1º de janeiro, pois dependerá de condições técnicas e obras de mitigação de interferências.

ANTENAS

Os filtros não são o único problema em jogo no calendário 5G.

Sua implantação depende principalmente de licenciamento de torres e antenas – e leis municipais restritivas para licenciamento de antenas foi o principal tema do evento da Conexis.

Vicente Aquino, membro do conselho da Anatel, disse no webinar que “todos os benefícios do 5G passam pela legislação municipal”.

São mais de 100 mil antenas no Brasil, das quais cerca de 6,9 mil são 5G instaladas por Telefônica, Claro, TIM, Algar e Brisanet.

Embora a tecnologia 5G exija muito mais antenas do que 4G, a maioria delas será conectada a torres existentes ou em pequenas antenas portáteis no nível da rua.

“As novas instalações deverão priorizar postes multifuncionais, estações rádio-base de pequeno porte e antenas camufladas em marquises, painéis e fachadas de prédios, pois as antenas precisarão estar cada vez mais próximas dos usuários”, afirma Diogo Della Torres,  coordenador de infraestrutura da Conexis.

Katia Garbin, chefe de governo e relações institucionais da Conexis, disse que não será possível renovar a tecnologia sem atualizar as leis municipais.

“Toda a parte que depende da operadora está acertada e em andamento, mas não será possível de executar se essa parte [licenciamento de antenas] não for resolvida. Exige um processo ágil nas prefeituras e uma legislação adequada”, afirmou.

Segundo Garbin, não cabe aos municípios legislar aspectos relacionados a campos e sinais de transmissão, mas apenas ao uso e ocupação do solo onde a infraestrutura será implantada.

O Brasil tem uma lei federal de antenas que estabelece diretrizes para o processo de licenciamento pelos municípios. E uma legislação anterior à parte estabelece limites de exposição a campos eletromagnéticos.

No entanto, vários municípios não estão cumprindo a legislação, inclusive questionando aspectos ligados à transmissão do sinal em processos de licenciamento de antenas.

A lei federal também prevê isenção de licenciamento para infraestrutura de pequeno porte, como small cells, antenas portáteis e camufladas, mas muitos municípios optaram por ignorá-la.

“Quando você pensa em antenas de celular, não precisa pensar em torres de telecomunicações de 30 ou 40 metros. A maior parte das antenas não envolverá novas torres”, explicou Garbin.

Na atualização de 4G para 5G, a indústria se concentrará principalmente na substituição de antenas antigas por novas e não deverá exigir licenças municipais, de acordo com Garbin.

Ela pediu aos municípios que respeitem a lei federal em termos de duração das licenças (não menos de 10 anos) e acrescentou que um prazo menor poderá trazer incerteza aos investimentos.

RANKING

Curitiba e Ponta Grossa, no Paraná, bem como Porto Alegre, têm as regras mais adequadas para dar suporte à infraestrutura de telecomunicações, segundo a Conexis.

A entidade analisa centenas de legislações municipais para avaliar sua aderência à lei federal de antenas, além de aspectos relacionados a burocracia, custos e processo de instalação.

São José dos Campos, Uberlândia, Jacareí, São Paulo, Joinville, João Pessoa e Chapecó também estão no ranking das 10 melhores cidades para implantação de antenas.

“Ter uma legislação moderna é o primeiro passo para expandir a conectividade, mas é preciso mais do que uma lei. As cidades precisam desburocratizar o processo e analisar os alvarás com agilidade. Isto é fundamental para a expansão do 5G, que exigirá de 5 a 10 vezes mais antenas que o 4G”, afirmou em comunicado Marcos Ferrari, head da Conexis.

O Brasil possui 342 milhões de acessos de telecomunicações e é o quarto maior mercado mundial de banda larga fixa, além do sexto maior em termos de móvel, segundo a Conexis.

Empregando cerca de 2 milhões de trabalhadores, o setor investiu mais de R$ 1 trilhão de reais (US$ 189 bi) desde a privatização das telecomunicações do país, em 1998.

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