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Tarifas e alocação de riscos seriam os maiores desafios para as concessões de dessalinização do Chile

Bnamericas Publicado: terça-feira, 15 novembro, 2022
Tarifas e alocação de riscos seriam os maiores desafios para as concessões de dessalinização do Chile

O ajuste das tarifas de água e a alocação de riscos de maneira adequada provavelmente serão os maiores desafios para as concessões de dessalinização no Chile, de acordo com um executivo sênior.

“Os riscos devem ser assumidos por quem sabe lidar melhor com eles. Os riscos de demanda não deveriam ser assumidos pela concessionária”, avaliou Diego Pini, gerente-geral da Acciona no Chile, em um webinar sobre concessões de dessalinização realizado pelo think tank de infraestrutura CPI, acrescentando que as concessionárias lidariam melhor com os riscos tecnológicos.

O Ministério das Obras Públicas (MOP) deve lançar a primeira concorrência para usinas de dessalinização em 2025.

Uma usina de dessalinização de US$ 250 milhões começou a operar no início deste ano sob o comando da concessionária estatal Econssa na região do Atacama, mas a implementação das tarifas tem sido difícil.

“Até hoje essas [novas] tarifas não foram totalmente aplicadas porque têm um alto impacto para a população. Só a operação representou um aumento de cerca de 15%”, disse Magaly Espinoza, diretora da Econssa, no mesmo evento.

Ela alertou que, se esse problema não for resolvido, a dessalinização acabaria sendo inviável como solução para a água potável no Chile.

O licenciamento ambiental também foi mencionado como um desafio. A associação de dessalinização do Chile (Acades) recomendou que o MOP assuma a responsabilidade de obter as aprovações, em vez de deixar essa tarefa para as concessionárias após o recebimento do contrato.

“Com a licitação e a obtenção da RCA [autorização ambiental], pode levar 10 ou 11 anos para que um projeto [de concessão] seja executado”, destacou o secretário-executivo da Acades, Francisco de la Barra.

A primeira licitação de concessão para dessalinização do MOP no Chile envolve uma usina de US$ 300 milhões para a cidade de Coquimbo, na região centro-norte, enquanto uma segunda usina de US$ 200 milhões está programada para ser leiloada em 2026 e atenderia a cidade de Rancagua, no centro do país.

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