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Empresas de infraestrutura abandonam a Bolsa de Valores mexicana

Bnamericas Publicado: sexta-feira, 21 outubro, 2022
Empresas de infraestrutura abandonam a Bolsa de Valores mexicana

Pelo menos três empresas do setor de infraestrutura anunciaram planos de sair da Bolsa de Valores Mexicana (BMV) este ano, juntando-se a uma lista mais longa de empresas que decidiram fazer o mesmo nos últimos tempos.

As três incluem as empresas de material de construção Elementia e Fortaleza, controladas pelos conglomerados mexicanos Grupo Carso e Grupo Kaluz, respectivamente, e a operadora de infraestrutura Aleatica, sob o controle do IFM Global Infrastructure Fund da Austrália.

“No caso dessas empresas, bem como das que também saíram da Bolsa, deve-se mais a fatores internos e à estratégia financeira das empresas, apesar de nos encontrarmos numa situação econômica complexa nacional e internacionalmente”, disse Humberto Calzada Díaz, economista-chefe do think tank Rankia Latam, à BNamericas.

“Atualmente, não vemos nenhum sinal de preocupação devido a essas saídas do mercado de ações”, disse ele.

No início de outubro, a IFM anunciou que tentaria assumir o controle total da operadora mexicana de infraestrutura Aleatica por meio de uma oferta pública que está preparando para que acionistas minoritários comprem os 14% que permanecem listados na BMV, uma transação que pode custar 8,9 bilhões de pesos (US$ 444 milhões), segundo o jornal El Economista.

A IFM adquiriu o controle da Aleatica, que anteriormente operava como OHL, em 2018. O portfólio da operadora no México compreende sete ativos rodoviários.

Enquanto isso, Elementia e Fortaleza anunciaram que fechariam o capital no ano passado, com seus respectivos proprietários, os conglomerados Grupo Carso e Grupo Kaluz, aumentando suas participações para mais de 99% e tirando-as do mercado.

Embora os conglomerados ainda não tenham dito qual será o futuro das empresas de material de construção, os relatórios sugerem que a Elementia se concentrará em sistemas construtivos e metais, enquanto a Fortaleza se concentrará na produção e vendas de cimento.

Tendência negativa?

Se mais empresas de infraestrutura vão deixar a BMV, “vai depender da situação”, disse Calzada.

“Em um ambiente de incertezas, é difícil atrair capital nacional e estrangeiro. Além de saídas da Bolsa nos últimos anos, observamos que não houve ofertas públicas iniciais”, disse.

“Do nosso ponto de vista, atribuímos esse fenômeno ao panorama econômico. Quando nos encontrarmos em um período de maior estabilidade econômica, provavelmente veremos esse apetite dos investidores por novas empresas e seu interesse em se financiar na Bolsa de Valores”, disse o economista.

Outras empresas que anunciaram sua retirada da BMV nos últimos tempos incluem CitiGroup, Raissini, IEnova, Bio Pappel, General de Seguros, Maxcom Telecomunicaciones, AeroMéxico, Lala e Banco Santander, e outros.

“O principal benefício para as empresas é a capitalização que recebem quando abrem o capital. No entanto, nem todas as empresas foram bem-sucedidas, algumas delas não são atraentes para o público investidor”, disse Calzada.

Gigantes da infraestrutura na BMV

Apesar dos desligamentos, ainda existem vários gigantes da infraestrutura na Bolsa.

Entre os mais importantes estão os três maiores operadores aeroportuários do México, Grupo Aeroportuario del Pacífico (GAP), Grupo Aeroportuario del Centro Norte (OMA) e Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur).

Também continuam negociando no mercado as duas maiores empresas de cimento do país, Cemex e GCC, bem como as construtoras Pinfra e Ingenieros Civiles Asociados (ICA).

“São empresas que já estão no mercado há muito tempo, somado ao fato de terem sido eficientes em sua gestão ao longo do tempo, é uma das razões pelas quais têm se mostrado atraentes e permanecem nas carteiras de investidores privados e institucionais”, disse Calzada.

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