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A encruzilhada da mineração depois da COP27

Bnamericas Publicado: quarta-feira, 30 novembro, 2022

Aumentar a produção e reduzir as emissões de carbono estão entre os principais desafios para as mineradoras hoje, mas são pontos essenciais para que as metas mundiais de combate às mudanças climáticas sejam alcançadas.

“Reconhecemos que a mineração é um dos setores mais difíceis de descarbonizar, mas que também fornecerá os minerais e metais necessários para a transição para uma economia de baixo carbono. Portanto, deve haver um equilíbrio entre obter os minerais necessários e garantir a descarbonização”, disse à BNamericas Mark Jeavons, diretor de sustentabilidade e economista sênior da consultoria britânica CRU.

A transição energética é claramente necessária para reduzir as emissões de dióxido de carbono produzidas pela queima de combustíveis fósseis, e a produção de minerais como cobalto, lítio, níquel e cobre terá de aumentar seis vezes para chegar a esse objetivo, permitindo a produção, o armazenamento e o uso de fontes de energia mais limpas, de acordo com um relatório da Publish What You Pay (PWYP), uma coalizão de organizações da sociedade civil que defende a transparência financeira na indústria extrativa.

É indiscutível que a indústria de mineração é vital para reduzir a dependência mundial de combustíveis fósseis. “A indústria percebe que liderar pelo exemplo na descarbonização e redução do impacto ambiental é fundamental para sua confiança”, apontou Trevor Hart, líder global de mineração da KPMG, em um comunicado.

O relatório mais recente da KPMG, “Sustainability on the Horizon: Prospects for a Net Zero Future for Mining and Metals Companies”, entrevistou 322 executivos globais de mineração, mais da metade funcionários de empresas com receita anual acima de US$ 10 bilhões.

Cerca de 29% desses executivos disseram que suas empresas planejam atingir a meta de zerar as emissões líquidas até 2025, enquanto 40% afirmaram que pretendem fazer isso até 2030, com 87% pretendendo zerar emissões líquidas até 2035.

O relatório da KPMG conclui que os maiores desafios para a mineração cumprir os padrões ESG e atingir suas metas de zero líquido são a dificuldade em medir o progresso e a falta de recursos.

Investir em novas tecnologias para ajudar as empresas a chegar ao zero líquido é uma esperança, mas 58% dos executivos entrevistados pela empresa admitem que ainda têm um longo caminho a percorrer usando essas tecnologias ou que suas empresas nem começaram a planejar o futuro.

Muitas das principais tecnologias de descarbonização, como energias renováveis, hidrogênio como combustível, entre outras, demandam um uso intensivo de capital.

“Até 2030, de US$ 160 bilhões a US$ 340 bilhões, e até muito mais, serão necessários para alcançar reduções [nas emissões de carbono]”, destacou Lize Wan, analista de sustentabilidade da CRU durante um webinar para discutir algumas das principais linhas de ação apresentadas na recente conferência COP27 no Egito.

O centro da discussão na COP27 foi a mitigação climática, mas, “precisamente, a falha mais notável está no pouco progresso na redução de emissões em todo o mundo. Também há pouco avanço no detalhamento de como as Contribuições Nacionalmente Determinadas [NDCs] já estão sendo implementadas”, lembrou Charlie Durant, gerente de pesquisa da CRU.

As NDCs incorporam os esforços de cada país para reduzir as emissões nacionais e exigem que cada um deles prepare medidas domésticas de mitigação, divulgue o escopo dessas ações e mantenha contribuições sucessivas nacionalmente.

Com essas ações, é possível determinar se o mundo está atingindo as metas estabelecidas para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Durante a COP27, foi dito mais de uma vez que a neutralidade do carbono deve ser alcançada antes que o mundo avance para a segunda metade do século, para evitar que as temperaturas médias globais subam mais de 1,5 °C, limite provável para o desencadeamento de pontos de inflexão irreversíveis nos sistemas climáticos do planeta.

Outro tema de intenso debate na conferência foi a cooperação multilateral necessária para atingir as metas de descarbonização. Cerca de 198 nações concordaram com o tão esperado fundo de “perdas e danos” para os países mais pobres que lutam contra condições climáticas extremas, exacerbadas por décadas de poluição industrial de países desenvolvidos.

Os 10 maiores emissores de CO2 do mundo são China, Estados Unidos, Índia, Rússia, Indonésia, Japão, Brasil, Alemanha, Coréia do Sul e Irã, que juntos representam 62% das emissões globais de carbono, bem como 49% das emissões globais de metano, um gás de efeito estufa consideravelmente mais potente, de acordo com um relatório publicado pela McKinsey no início deste ano sobre a transição para o zero líquido.

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