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Anglo American recorre à tecnologia para moldar o futuro da mineração

Bnamericas Publicado: quinta-feira, 17 novembro, 2022
Anglo American recorre à tecnologia para moldar o futuro da mineração

A Anglo American tem uma carteira de investimentos de US$ 10 bilhões para o Chile, na qual a tecnologia e a inovação aparecem como os principais impulsionadores para ter uma mineração sustentável e de baixa emissão.

Uma planta solar sobre rejeitos, caminhões autônomos, novos sistemas de classificação mineral e flotação de partículas grossas foram alguns dos marcos anunciados por Rodrigo Subiabre, gerente de inovação e tecnologia da empresa, no congresso Cobre 2022, realizado em Santiago e encerrado na quarta-feira (16).

O braço de tecnologia da empresa com sede em Londres pretende enfrentar uma queda de 6% na comparação anual na produção de cobre no terceiro trimestre e uma queda de 19% no Chile, para 126.500 toneladas totais, explicada por teores mais baixos em todas as suas operações no país.

A queda nos teores é uma realidade enfrentada por todas as minas de cobre chilenas, que em muitos casos estão em operação há décadas e só pode ser resolvida com tecnologias adequadas.

Por isso, a Anglo desenhou a estratégia Future Smart Mining para suas operações no país, cujas metas são reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 30%, melhorar a eficiência energética em 30% e reduzir o uso de água continental em 50% até 2030.

Uma das iniciativas foi adotada em 2019, quando a mineradora construiu a primeira planta solar flutuante na jazida de rejeitos Las Tórtolas, na comuna de Colina da capital Santiago. Começou com uma capacidade de geração de 86 kW. “Temos hoje um projeto de construção de 3 MW flutuantes que vai poupar a evaporação, o que é muito importante na zona central do país”, explicou Subiabre.

A planta solar deu início à produção industrial de hidrogênio no Chile e permitiu à Anglo American transformar uma empilhadeira capaz de operar oito horas com 1 kg de hidrogênio, a qual ainda está em operação hoje, acrescentou.

O executivo também se referiu ao caminhão de US$ 70 milhões que a empresa construiu para as operações de mineração na África do Sul. O veículo movido a hidrogênio pode operar com 3 MW por sete dias contínuos sem reabastecer, enquanto um caminhão de mineração tradicional consome 3 mil litros de óleo por dia.

O modelo “constitui o futuro dos caminhões de mineração em todo o mundo”, disse Subiabre.

No distrito mineiro de Los Bronces-Andina, próximo a Santiago e compartilhado com a estatal de cobre Codelco, avançou-se na área de perfuração, transporte e operação remota autônoma. “Lá operamos com uma frota autônoma de cinco perfuratrizes operacionais e cinco perfuratrizes de corte”, disse o executivo, que no total já possui 28 caminhões autônomos no distrito.

Caminhões automatizados são projetados para operar em áreas desafiadoras, mesmo quando há neve, superando um caminhão tradicional conduzido por um operador humano. Além de não implicar riscos, podem ser gerenciados remotamente desde Santiago.

Para a continuidade operacional da mina de El Soldado (fase V), na vizinha região de Valparaíso e que busca estender a vida útil da operação até 2027, a Anglo pilota um sistema de classificação mineral denominado Bulk Ore Sorting, definido pela lei de cobre ou a quantidade de mineral contida na rocha para reduzir a entrada de resíduos na planta. Com isso, o processamento se torna mais eficiente.

Subiabre explicou que a técnica começou em pequena escala, com capacidade de 900 t/h, mas que graças aos avanços tecnológicos já pode chegar a 8.000 t/h. A tecnologia está em operação há um ano e permite diferenciar minério de alto e baixo teor, além de reduzir o consumo de energia e a geração de resíduos.

Por meio de sensores, o sistema rejeita o material quando, por questões de teor, dureza, recuperação metalúrgica ou outros fatores, não é ideal continuar no processo. O material rejeitado é enviado para lixiviação no depósito de rejeitos de São Francisco. “A tecnologia de biolixiviação também transformará a indústria nos próximos dez anos”, disse o executivo.

Em termos de flotação de partículas grossas, um grande progresso foi feito. O sistema, que também funciona em El Soldado, permitiu flutuar a 350 mícrons, superando os 150 mícrons anteriores. No Chile é retificado a 200 mícrons. Com as novas tecnologias é possível flutuar até 400 ou 500 mícrons, gerando maior economia de energia.

Para o gerenciamento de rejeitos, a Anglo incorporou um sistema baseado em empilhamento a seco que permite um desaguamento mais rápido, superando a eficiência de outras opções com filtro.

“Agora flutuamos a uma taxa de 1.000 t/h e queremos aplicá-la em Los Bronces para chegar a uma faixa de 8.000 t/h”, afirmou Subiabre.

“Estamos falando de uma transformação completa que irá marcar a forma como a mineração é feita nos próximos 10 anos, permitindo dobrar a produção, com maior recuperação e mais economia de água”, concluiu o executivo.


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