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Pemex deve recuperar participação no mercado de varejo de combustíveis este ano

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Pemex deve recuperar participação no mercado de varejo de combustíveis este ano

Os esforços da petrolífera nacional mexicana, Pemex, para restaurar a participação de mercado de sua divisão de vendas de combustíveis no varejo renderão frutos em 2022, de acordo com o chefe da empresa de pesquisa de mercado de combustíveis Petrointelligence.

O motivo é que “a Pemex vem implementando diferentes estratégias comerciais, ou seja, tem divulgado preços bastante competitivos”, disse à BNamericas o CEO da Petrointellingence, Alejandro Montufar Helu Jiménez.

“Isso está fazendo com que postos de outras franquias mudem para a Pemex”, acrescentou.

A Pemex anunciou uma estratégia no final de 2021 para reconquistar a participação de mercado perdida desde que o mercado de varejo de combustíveis foi aberto a players privados em 2016, como parte do programa de reformas energéticas de 2013-2014.

De acordo com os últimos dados de mercado que Montufar apresentou na convenção anual da associação de varejo de combustíveis Onexpo, realizada em Mérida de 15 a 17 de junho, 293 marcas não pertencentes à Pemex estavam operando 6.014 postos no final de maio, representando 46,5% do número total de postos.

Fonte: Petrointelligence

A estratégia agressiva da Pemex de oferecer descontos de longo prazo no atacado trará resultados ainda melhores ao longo do ano, apontou Montufar.

No entanto, “colocamos isso como uma coisa para longo prazo, pois já existem contratos comerciais entre os proprietários e outros fornecedores”, que os proprietários precisam honrar.

LIMITES À AMBIÇÃO

A oferta de combustível da Pemex deve mais que dobrar, com a produção de gasolina atingindo cerca de 800 mil b/d no ano que vem ou no seguinte, graças a fatores como as reformas em seis refinarias, a compra da refinaria Deer Park, no Texas, e a conclusão da refinaria Olmeca, em Dos Bocas, Tabasco.

O presidente da Onexpo, Roberto Díaz de León, disse na convenção que a Pemex nunca conseguirá abastecer todo o mercado de gasolina, apesar das afirmações contrárias do presidente Andrés Manuel López Obrador.

Díaz de León afirmou que o mercado precisará de uma distribuição que corresponda à eficiência e capacidade das empresas que operam em qualquer região do país.

“Dificilmente veremos a Pemex com o apoio para suprir a demanda nacional, porque também há lugares onde ela não é eficiente, e é assim que funciona no mundo”, disse ele ao periódico Energía a Debate.

“Onde há eficiência, com certeza ela será uma concorrente extremamente relevante. Atrevo-me a dizer que, quando a refinaria Dos Bocas estiver operando, dificilmente algum importador terá eficiência para competir com ela [na região sudeste].”

Mas a Pemex pode operar com menos eficiência no centro ou centro-norte, regiões perto do Texas.

PLAYERS PRIVADOS EM CRESCIMENTO

Apesar dos ganhos da Pemex, o número de postos pertencentes a empresas privadas continuará crescendo, de acordo com Montufar.

“Vamos ver mais postos [privados] este ano”, destacou ele, acrescentando que um grande obstáculo para os postos do setor privado entrarem no mercado nos últimos anos tem sido o atraso nas aprovações de licenças no regulador de energia elétrica CRE.

“Vemos que as licenças da CRE estão aumentando”, disse ele. A entidade registrou 41 aprovações de postos de combustíveis em maio, para um total de 92 no acumulado do ano.


Número de aprovações de licenças por ano. Fonte: Petrointelligence

O atraso das licenças vai diminuir, com “mais cerca de 300 licenças a serem revisadas na próxima metade do ano”, disse Montufar.

ACABANDO COM A FILA

A CRE agirá mais rapidamente para lidar com a demora nas permissões, prometeu o comissário Luis Guillermo Pineda na convenção da Oneexpo.

Pineda citou como motivo a política energética do governo, que exige que o corpo diretivo da CRE revise até mesmo procedimentos simples, como mudanças de nome, alterações ou cancelamentos de rotas de entrega, em vez de permitir que os chefes de unidade os aprovem.

Isso, segundo ele, causou um atraso em mais de 15 mil procedimentos.

“Criamos um gargalo”, disse Pineda, embora a CRE tenha trabalhado para encontrar uma forma processar as licenças com eficiência.

De acordo com Pineda, a CRE deve estar em dia no processamento de licenças “antes do final de 2022”.

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